sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Evilásio encena sua ‘Malvinas’ na BR-116

Em 1982, a ditadura militar da Argentina ia mal das pernas. Os milicos, então, bolaram uma “saída pela esquerda” para conter a hemorrágica perda de popularidade do governo: inventaram a Guerra das Malvinas.
Aqui em Taboão da Serra, a popularidade de Evilásio Farias também apresenta manchas na pele. Em janeiro, centenas de cabos-eleitorais a quem ele havia dado empregos na Prefeitura, foram sumariamente demitidos depois de suarem a camisa pela reeleição. A cesta básica dos funcionários municipais está dois meses atrasada, por falta de pagamento ao fornecedor, segundo a Rádio-Peão. Não conseguiu eleger o presidente da Câmara. O suposto concubinato político entre sua candidatura e a de Arlete Silva veio
à tona, gerando reações alérgicas no seu principal aliado: o PT. Seus direitos políticos continuam ameaçados. A Procuradoria Regional Eleitoral pediu sua cabeça. A avalanche de cassações pelo Brasil mantém os advogados do seu bando político em alerta.
Vá até o site do
TSE pra ver como está a situação de Evilásio Cavalcante de Farias no Tribunal Superior Eleitoral (aproveite pra anotar o endereço onde ele está morando agora. Como dizia a Gazeta do Taboão, o cabra é viciado no Morumbi...).

“Vâmo batê lata?”
Numa conjuntura insalubre dessa, é natural que o prefeito-médico evite a solidão de seu gabinete, e arrume um factóide político pra se distrair e tentar angariar simpatias.
Daí ele criou uma quizila com a concessionária OHL, para a qual o Lula vendeu a BR-116.
Essa paixão repentina de Evilásio e seus cambonos pela rodovia, não guarda relação com sua trajetória política. Quando deputado federal, em seu mandato e meio ele não converteu em projeto-de-lei a municipalização dos 6 km da BR-116 que cortam Taboão da Serra. Muito antes disso, da sua passagem pela vereança (1988 a 1996) não consta guerra alguma com o Governo Federal para transformar a rodovia em avenida no nosso trecho urbano.
O prefeito sub-júdice de Taboão quer fazer da BR-116 a sua “Guerrinha das Malvinas”.
A privatização da Regis Bittencourt não aconteceu entre um e outro porre presidencial. Foi processo longo. Do início dos debates até o TCU liberar a licitação em julho de 2007, muito sangue rolou pela
Serra do Cafezal. Teve até um período de ressaca, em que a licitação ficou suspensa. Era a hora certa de avançar. Mas Evilásio e seus cambonos estavam ocupados demais em montar o esquema para continuar no poder.
Agora lá vem eles “batendo lata” no acostamento, se derramando de amores pela auto-estrada.
Num belo sábado, dia 7 de fevereiro, Evilásio quis dar um showzinho no Largo do Taboão. Colocou mais de 100 homens de cata-cavaco arrancando matinho do canteiro da BR-116 bem em frente ao superfrequentado Hipermercado Extra. A Polícia Rodoviária baixou no pedaço, e mandou parar com a palhaçada.
Este negócio de fazer da BR-116 uma vitrine para a Administração Municipal é coisa manjada. Fernando Fernandes fez isto por oito anos. Por ali passam milhares de pessoas induzidas a pensar que a cidade como um todo estaria um primor igual à rodovia.
Evilásio precisa deixar de ser leniente com a má manutenção da cidade. Brigar pra tirar matinho dos canteiros da rodovia é ridículo pra um sujeito da idade dele.
Tem de parar de mentir que o trânsito no Largo do Taboão e adjacências é culpa da OHL. O rolo começou em 2005 quando o próprio Evilásio fez daquele trecho verdadeira árvore-de-natal com tantos semáforos encavalados. Da entrada do município pela Avenida Francisco Morato até a Praça Nicola Vivilécchio são sete semáforos em menos de um km!
Evilásio tem de parar com sensacionalismo no embate pela municipalização da BR-116. É uma luta séria e necessária. Mas que prescinde do personalismo que ele quer impor à demanda.
Pra passar a régua e fechar a conta. Evilásio deve anotar num papelzinho cada vez que expelir alguma pérola verbal sobre a municipalização da rodovia. Poxa!, cada hora ele diz uma coisa... Vê como o cabra se enrola: em 8 de dezembro passado, reunido em uma escola do Embu com o prefeito de lá e o presidente da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Evilásio pediu à autoridade federal que fosse municipalizado o
primeiro quilômetro da rodovia – isto é, apenas o trecho entre o Largo do Taboão e pouco mais acima da Praça Nicola Vivilecchio. No último 21 de janeiro, recebeu em seu gabinete o prefeito embuense e técnicos da OHL. Quando todos esperavam que ele esturrase contra a proibição da Prefeitura fazer a limpeza da rodovia, Evilásio baliu o pedido de simplórias “mudanças nas placas de sinalização e nos canteiros da pista.”
Ontem, aproveitando o aniversário de 50 anos do município, Evilásio e seus cambonos apareceram na telinha da Globo, pra descer o cacête na empresa OHL. Pensa que ele ficou só no primeiro quilômetro que havia pedido à ANTT? Perante à apetitosa repórter Zelda Mello (aquela que William Waack um dia chamou de Zelda
Merda) Evilásio esganiçou longe: agora quer a transferência de todo o trecho urbano da rodovia... É bom Evilásio e seus cambonos ensaiarem mais antes de virem a público encenar sua versão paroquiana da Guerra das Malvinas.

4 comentários:

Anônimo disse...

Fico sem palavras com sua materia. É sempre bom saber o outro lado da moeda para uma analise. E saber a o fato rel.

Vida disse...

Porque o Evilásio não se ocupa com a "Ciclovia da Morte", para a qual recebeu 500 mil, não concluiu nem justificou?

Anônimo disse...

Era melhor o prefeito limpar as ruas e vielas do meu bairro que estão uma tristeza. A briguinha dele com a BR é só pra inglez ver.
Ronaldo, bairro Freitas jr

Anônimo disse...

Não sei se o que teclar verdade ou mentira Evilásio encena sua ‘Malvinas’ na BR-116"
http://francopraticidade.blogspot.com/