sexta-feira, 7 de março de 2014

“Não houve arrastão durante velório”, afirma direção do Cemitério da Saudade

Foto: Karen Santiago
A administração do cemitério municipal de Taboão da Serra negou que tenha havido um assalto coletivo (arrastão) contra cerca de 50 pessoas que velavam um senhor de 73 anos no Cemitério da Saudade, na madrugada da quarta-feira, 5 de março. A versão de que teria ocorrido o crime partiu da jornalista Karen Santiago em seu blog. A diretoria do cemitério afirma que os suspeitos se evadiram do local minutos antes da chegada de uma viatura da GCM (Guarda Civil Municipal), sem roubar nenhum dos presentes.
A repórter diz ter fontes seguras que um bando armado “levou dinheiro, celular e documentos” das pessoas que velavam o idoso. “Esta informação não procede”, desmente a diretoria do local.
Atração da repórter pelo “jornalismo-tragédia” 
inspirou a foto-charge da Urubu-Girl
Administradores do órgão público afirmam que um grupo em atitude suspeita intimidou os participantes da cerimônia. Os acompanhantes do funeral foram embora receosos, restando apenas os familiares diretos do falecido.
À 1h30 da madrugada foi acionada a GCM, que chegou ao cemitério cinco minutos após a chamada. Foram feitas rondas dentro do cemitério e nos seus arredores, mas os suspeitos já haviam desaparecido.
A guarnição da Guarda Municipal permaneceu com os velantes até às 3h da madrugada.
A família não quis comparecer na Delegacia de Polícia para registrar queixa. O assunto se resumiu na anotação do talão de atendimento da viatura, e no relatório diário de atividades do cemitério.

4 comentários:

Ariel Souza disse...

Não é nada improvavel que o fato tenha acontecido, o que é REVOLTANTE e necessário providência obviamente pela situação dramática.

Eu mesmo no fim do ano passado estive presente no velório de um amigo, onde ocorreu a tentativa de roubo de veiculo de um dos familiares bem em frente ao cemitério.Vergonhoso!

David da Silva disse...

Querido amigo Ariel Souza. Veículos são roubados toda hora em todo canto do mundo. Em portas de igrejas, estacionamentos de estádio, fundos de puteiros, etc e tal. Até em portas de delegacias. Problema desta postagem é sobre pessoas que teriam sido violadas no momento doloroso da despedida de ente querido. Acossadas por criminosos no salão fúnebre. Momento íntimo de despedida consternadora de um parente. Tal fato não se deu no assunto abordado nesta postagem.

Anônimo disse...

SEM SAUDADE

O caso é de fato muito sério
Até mesmo no Cemitério
O desassossego vem junto
Dos pobres familiares
Que deixando os seus lares
Sem paz não velam o defunto.

A paz que o recinto merece
Ao contrário um bando logo aparece
Pra roubar os que ali estão
Carteiras, relógio, documento
Neste mundo tão violento
Reviram até o caixão

Com toda sinceridade
No Cemitério da Saudade
Eu não quero ser velado
Pois se houve o tal arrastão
Vou sepultado sem caixão
Pois o mesmo será levado

(Aloisio Nogueira Alves)

Marcia Sofia disse...

Adorei Aloísio Nogueira Alves.