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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Prefeitura insiste na devolução do prêmio que pagou a funcionários em março

Detalhes de holerites. Prefeitura alega erro
David da Silva

Na última 3ª-feira (19), uma comissão de servidores públicos municipais foi recebida pela secretária de Gestão de Pessoas e pelos secretários da Cultura e de Assuntos Jurídicos para tratarem do prêmio de incentivo pago em março. A Prefeitura de Taboão quer o dinheiro de volta. Segundo o advogado dos funcionários, não cabe devolução.

Em nota ao blog bar&lanches taboão, a Secretaria de Assuntos Jurídicos diz que, durante a montagem da folha de pagamento do mês de março deste ano, “houve um processamento indevido do benefício [prêmio de qualidade e produtividade] para servidores que não se enquadravam nos critérios legais de recebimento, especialmente em razão do limite orçamentário estabelecido”. "Assim que o erro sistêmico foi detectado, a administração tomou as medidas cabíveis para saná-lo. Dessa forma, os valores pagos deverão ser restituídos aos cofres públicos".

O prêmio foi pago em 31.mar.2026. Em abril, os funcionários foram avisados verbalmente que teriam de devolver o valor. Em maio, foram notificados por meio do WhatsApp a comparecer na Gestão de Pessoas “para realização do termo de acordo referente à devolução de valores do PIQP (Prêmio de Incentivo à Qualidade e Produtividade)”.

A mensagem advertiu que “o não comparecimento do servidor acarretará a abertura de processo administrativo para realização da devolução dos valores”.

No requerimento entregue pelos servidores ao governo municipal em 15 de maio, o comunicado foi qualificado como “instrumento de pressão e coerção”.

A linha de defesa estabelecida pelo advogado Marcos Noce Amaral, que representa os servidores, está ancorada no entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). "A jurisprudência firmada no Tema 531 é categórica: valores recebidos de boa-fé por servidores públicos em razão de pagamento indevido da Administração não estão sujeitos à devolução, por força dos princípios da boa-fé objetiva, da segurança jurídica e da natureza alimentar da verba".

"A própria Administração Municipal reconheceu expressamente que o PIQP possui natureza alimentar", diz ele no infome sobre a reunião realizada no dia 19.

O defensor acrescenta que os funcionários tiveram a avaliação positiva necessária para receber o prêmio.

Sem dinheiro

A Lei Complementar nº 409/2025, que criou o prêmio de qualidade e produtividade, determina que ele “será pago mensalmente, a partir do mês de março até fevereiro do ano subsequente” (artigo 16, § 2º).

A Secretaria da Cultura, no entanto, alega que “o orçamento da pasta não comporta os pagamentos [do prêmio] nos percentuais indicados pelas avaliações de desempenho realizadas”.

A Cultura tem hoje 60 funcionários. Os 19 livre-nomeados da pasta ficam com 35,67% da folha de pagamento.

Naquela secretaria há atualmente oito chefes de divisão, cargo de livre-nomeação. A Lei Complementar 423/2025 determina que “obrigatoriamente, ao menos metade da quantidade total de cargos de chefe de divisão devem ser preenchidos por servidores concursados” (artigo 38-A). Porém, só uma funcionária concursada com 26 anos de prefeitura está nomeada chefe de divisão; os outros sete, são todos livre-nomeados pelo atual prefeito.

A decisão do STJ sobre a devolução de valores depositados na conta do servidor público por erro administrativo, quando esse servidor público não tinha como saber se havia falha no momento em que recebeu o pagamento.

4 comentários:

  1. O STJ já mandou a visão no Tema 531, se a prefeitura errou no sistema e pagou a mais, o funcionário recebeu na humildade e o dinheiro é de comer, não tem que devolver porra nenhuma! É uma baita sacanagem a Prefeitura de Taboão querer tirar o corpo fora e jogar a conta do próprio vacilo nas costas do trabalhador, mandando até cobrança por WhatsApp para botar pressão. Parece até piada, dizem que não tem verba para pagar o prêmio, mas na hora de aumentar o salário dos secretários e do alto escalão do governo, o dinheiro brota do nada, sem choro, sem estudo e sem crise. É sempre a mesma palhaçada de dois pesos e duas medidas, deixando a Cultura entupida de cargo comissionado, descumprindo a lei dos concursados e sobrando chicote só para o lado dos mais pobres.

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  2. Tem prefeitura que estorna o valor em duas parcelas na folha de pagamento, nem fica debatendo.

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  3. Cortina de fumaça para encobrir as centenas de livres nomeados, assessores, diretores, vice diretores, chefes disso, chefes daquilo, secretários. Tudo sem concurso e gastando milhões por mês. Se liga povo de Taboão. Prefeito está gastando mais de 5 milhões por mês com pessoas sem prestar concurso e que não tem o mínimo de condições para prestar serviço público de qualidade.

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  4. Melhora o vencimento base dos efetivos - concursados, melhora o vale alimentação dos efeyivos e tira essas centenas de livre nomeados daí que melhora tudo. Melhora o serviço público e reduz muito os gastos. Fala que não tem dinheiro, mas gasta milloes por mês com opessoas sem concurso e com contratações. Isso é GESTÃO do dinheiro público?

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