quarta-feira, 18 de março de 2026

Juízes do Fórum de Taboão tiveram salários acima de R$ 120 mil em fevereiro

David da Silva

Dos nove juízes que trabalham no Fórum de Taboão da Serra, nenhum teve salário bruto abaixo de R$ 120 mil no mês passado – o menor foi R$ 120.944,66. Em janeiro, o menor salário foi R$ 122.496,72.

Em fevereiro, os salários líquidos dos nove magistrados do Fórum de Taboão da Serra somaram R$ 1.028.116,44; em janeiro, chegaram perto de 1 milhão e 200 mil (R$ 1.192.380,10 ).

O maior salário bruto de fevereiro foi R$ 148.819,02; o de janeiro, R$ 143.512,33.

Na comarca taboanense, oito juízes são de entrância final (salário-referência R$ 39.753,20), e uma juíza auxiliar (salário-referência R$ 37.765,54).

Receita salarial

Em todos os salários de juízes do Fórum de Taboão da Serra entra o ingrediente indenizações (auxílios alimentação, transporte, saúde, moradia, ajuda de custo, etc) que em janeiro e fevereiro totalizaram R$ 98.891,53. Além dessas indenizações, dois dos nove magistrados (um juiz e uma juíza) recebem R$ 10 mil cada, a título de diárias.

O que mais engorda o cardápio salarial dos juízes são as “vantagens eventuais”, nome genérico onde cabem indenização de férias, horas extras, pagamentos retroativos, “além de outras [vantagens] desta natureza”, diz o Tribunal de Justiça.

Em fevereiro, seis juízes receberam, cada um, R$ 78 mil de vantagens eventuais. Uma juíza recebeu R$ 79.987,66, e dois juízes receberam R$ 88 mil e R$ 82.253,57, respectivamente.

As vantagens eventuais dos nove juízes somaram no mês passado R$ 718.241,23 – 70% dos salários líquidos; em janeiro, R$ 743.064,90 – 71% dos salários líquidos.

Durante 2025, as vantagens eventuais recebidas pelos magistrados que atuam em Taboão da Serra foram quase 9 milhões de reais (R$ 8.959.762,24) – 74% dos rendimentos líquidos (R$ 12.187.869,54).

SALÁRIOS LÍQUIDOS

Juíza/Juiz

jan/26

fev/26

BARBARA DONADIO ANTUNES CHINEN

   125.604,05

 107.288,93

CAROLINA CONTI REED

   113.603,05

 130.099,51

GUSTAVO DE AZEVEDO MARCHI

   108.057,13

 107.817,13

JULIANA PIRES ZANATTA CHERUBIM

   124.277,78

 108.728,93

LUIZ HENRIQUE LOREY

   108.718,42

 108.718,42

MATHEUS BARBOSA PANDINI

   110.481,88

 129.864,90

RACHEL DE CASTRO MOREIRA E SILVA

   126.381,83

 106.335,64

RAFAEL RAUCH

   118.648,93

 118.728,93

RICARDO VENTURINI BROSCO

   117.191,28

 110.534,05

FONTE: Tribunal de Justiça do Estado de SP

9 comentários:

Anônimo disse...

Misericórdia, Taboão das Artes cada vez pior..

Anônimo disse...

Já perguntaram ou analisaram o que o judiciário entrega para a sociedade? Entrega boas sentenças e acórdãos? Recebem com cordialidade advogadas? E os Processos parados por anos? E os prazos curtos previstos nas leis apenas para as partes, não para os juízes? E os princípios imputados para as partes, como razoável duração processo? E a dificuldade do credor em obter medidas para satisfazer um processo que demorou anos para ser julgado? E o aumento das custas processuais em 01/2024 e as restrições aos pedidos de gratuidade de justiça, dificultando o acesso das pessoas à justiça?

Anônimo disse...

Pelo salario os processos devem estar todos zerados ne? Kk

Anônimo disse...

Quem não sentir indignação, depois de ler esta matéria, pode ter certeza que está morto e não percebeu.

Anônimo disse...

A justiça que deveria dar o exemplo, chega a ser uma das piores, que absurdo.

Anônimo disse...

“ juízes “ que recebem altos salários em um país como o Brasil com altos índices de miséria, representa mais de 40 vezes a renda média da população, essa falta de proporção explícita, com certeza agrava a desigualdade e fere o princípio da moralidade administrativa, causando um imenso impacto nos orçamentos, pois o judiciário brasileiro é apontado como um dos mais caros do mundo, consumindo cerca de 1,3% do PIB do país, enquanto o impacto do Bolsa Família em 2025 foi estimado em 1,2% do PIB, atendendo quase 19 milhões de famílias e ainda falam mal deste programa. Em regiões pobres, há casos de magistrados que recebem valores superiores ao orçamento total de cidades pequenas, sem falar da perspectiva ética e moral, pois é justo manter privilégios de uma elite funcional enquanto o Estado falha em prover o básico (alimentação e saúde por exemplo) para a base da pirâmide ? E a manutenção de benefícios elevados em tempos de crise gera uma crise de imagem para as instituições, sendo vista por parte da sociedade não como uma recompensa pelo trabalho, mas como uma forma de "perversão ética" do sistema.

Anônimo disse...

#Stf

Anônimo disse...

Que vergonha .

Anônimo disse...

Descaso