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| Serviço avançou pela noite após revolta popular |
David da Silva
Entre
o final da primeira quinzena deste mês e o início da noite de ontem, residentes
e comerciantes passaram por um período infernal na Rua Afonso Rodrigues
Ferreira, no bairro Jd Santa Cruz, região do Pirajuçara, em Taboão da Serra. Uma
moradora chegou a ser expulsa da sua própria casa pela poeira asfáltica. Nesta 6ª-feira
(25), a população bloqueou o tráfego incendiando objetos. Minutos depois, foi
reiniciado o recapeamento que estava parado há mais de 15 dias.
Em
meados de setembro, a Rua Afonso Rodrigues teve o seu pavimento fresado para
ser recapeado. Mas, ficou por duas semanas sem receber a camada asfáltica. A passagem
de veículos pesados sobre o asfalto raspado levantou poeira tóxica por dias
seguidos. Por aquela via transitam cinco linhas de transporte coletivo – os ônibus
circulares 2 e 3, e os intermunicipais 090, 459 e 841.
“Tive
que sair da minha casa por causa da poeira que me deu problema respiratório. E não
pude abrir meu comércio porque estava tudo tomado pelo pó do asfalto”, relata a
moradora Viviane Araújo.
Diante
da iminência da revolta popular, a gestão Daniel Bogalho mandou o engenheiro
Alexandre Oliveira dos Santos acalmar os moradores. A conversa não rendeu, e a
rua foi bloqueada com fogo.
Por volta das 15h30, uma equipe de televisão chegou ao local. O drama dos moradores foi pauta do telejornal SBT Cidades com os apresentadores Érica Soares e Marcelo Casagrande, em uma extensa matéria com mais de oito minutos de duração. A repórter Lisa Gomes entrevistou uma dona de salão de beleza, a gerente de uma loja de sapatos e a dona de um mercadinho, todas com suas atividades econômicas prejudicadas por aquilo que a jornalista definiu como “o pó do descaso da Prefeitura de Taboão da Serra”.
Enquanto
a reportagem ia ao ar por volta das 18h20, o governo Daniel colocou quatro
máquinas e um caminhão naquela rua.
Asfalto
novo, problema velho
Não
faz muito tempo a Rua Afonso Rodrigues Ferreira foi recapeada. Em agosto deste
ano, fez exatamente seis anos que a via teve seu asfalto trocado ao custo de quase
um milhão de reais (R$ 682.986,50 na época – R$ 982.800,02 em valor atual
corrigido pelo IPCEA-E).
No
primeiro mês da gestão Daniel Bogalho, a moradora Luciana Queiróz alertou a recém-empossada
administração para o problema. “Rua cheia de buracos; então, antes que aconteça
um acidente ou coisa pior, alguém tome uma providência”, postou Luciana no seu
Facebook em 10.jan.2025.
A resposta do novo governo demorou um ano e nove meses, e veio na forma de um tormento.
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| Recapeamento anterior durou só seis anos Foto: Arquivo David da Silva |
















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