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| Foto: Prefeitura de Taboão da Serra |
David da Silva | Atualizada em 28/04/2026 às 13h15
Nesta
6ª-feira (24), a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra registrou
a queixa de uma assistente social afrontada no seu local de trabalho pelo
diretor de departamento Paulo Lúcio Machado. Além da calúnia e difamação contra
a servidora municipal concursada, o livre-nomeado é acusado de utilizar as
dependências da repartição pública para interesses eleitorais.
Denúncia
encaminhada ao blog bar&lanches taboão relata que, na tarde de ontem, Paulo
Lúcio chegou no Centro de Referência de
Assistência Social (CRAS), no bairro Jd Clementino, e “de forma transtornada e
gritando” questionou a assistente social por ter entrado na sala utilizada por
ele. Os equipamentos do CRAS são de uso coletivo, e ela tinha ido à sala pegar
um suporte de projetor. “Não quero você entrando na minha sala. Poderia ter
sumido coisas de lá, inclusive dinheiro”, disse ele.
Sentindo-se
ultrajada, a funcionária foi à DDM abrir boletim de ocorrência.
Paulo
Lúcio, de 59 anos, foi candidato a vereador por quatro vezes. Em janeiro de
2025, foi nomeado para dirigir o banco de alimentos da Prefeitura de Taboão, e
em junho, transferido para o CRAS Clementino.
De
acordo com a fonte, ele tem a chave do CRAS, e fez reunião no local após o
expediente.
Procurado
pelo blog, Lúcio nega o uso da unidade para fins particulares. Perguntado quais
as suas atribuições como diretor de departamento, respondeu de forma genérica: “Faço
várias coisas na SAS [Secretaria de Assistência Social]. Inclusive arrumo
muitas doações para o banco de alimentos”.
O
CRAS Clementino ocupa desde maio/2018 um salão alugado de 194 m². “O local já é pequeno, e ainda tem que deixar
uma sala reservada para ele”, diz a fonte.
Paulo
Lúcio não soube dizer o nome da coordenadora do CRAS Clementino: “Ela entrou faz
pouco tempo”.
Em
06.nov.2025, o blog enviou ao secretário Jefferson Alves (Assistência Social)
denúncia de que livre-nomeados indicados por vereadores têm acesso às fichas
das famílias atendidas pelos programas sociais. “São informações sensíveis, os
assuntos atendidos são sigilosos, e eles levam isso para os seus chefes
políticos”, disse a delação. Passados 5 meses e 20 dias, o secretário ainda não
respondeu.
No
caso de Paulo Lúcio e a assistente social, o secretário também não agiu de
imediato. Segundo testemunhas, no momento da discussão Jefferson foi acionado por
meio de chamada viva-voz, mas disse que “não poderia ir pois estava em um
compromisso”.
RESPOSTA DA PREFEITURA
Em atenção à solicitação encaminhada por meio do blog Bar
& Lanches Taboão, acerca de suposta situação envolvendo o CRAS Clementino,
informamos que a Secretaria Municipal de Assistência Social tomou ciência do
teor da denúncia apresentada.
Diante dos fatos relatados, esta Secretaria adotará as
providências administrativas cabíveis para apuração das informações, a fim de
verificar a veracidade das alegações mencionadas, especialmente quanto ao
acesso às dependências do equipamento público e eventual utilização do espaço
para fins diversos daqueles previstos para o serviço público.
Ressaltamos que os equipamentos da Assistência Social são
destinados exclusivamente à execução das políticas públicas voltadas ao
atendimento da população em situação de vulnerabilidade social, observando os
princípios da legalidade, impessoalidade e interesse público.
Assim, após a devida verificação interna, caso sejam
identificadas irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas
pertinentes.

Sobre mais essa confusão em Taboão da Serra, o que a gente planta, a gente colhe, a lei do retorno não falha, pois quem usa cargo público para humilhar ou fazer esquemas políticos suja a própria imagem e colherá o que plantou, quanto a gritar e acusar colegas revela insegurança e falta de competência no serviço público, a sala não tem dono pertence ao povo e quanto ao Desvio de Finalidade, porque usar um CRAS que deveria ser uma oficina de caridade para fins eleitorais é um erro gravíssimo e ético, quanto ao secretário da pasta que se cala diante do erro confirma a mesma afinidade com a bagunça e divide a responsabilidade e o respeito não vem de um papel assinado (Portaria), mas de como você trata as pessoas. As máscaras estão caindo, porque o tempo da política do faço o que quero está acabando porque os cidadãos não aceitam mais atitudes pequenas em cargos grandes.
ResponderExcluirPega fogo cabaré!!!! Administração nota 10 em esculhambação.
ResponderExcluirO assédio moral está correndo solto nesta Administração.
ResponderExcluirOh, Ministério Público do Trabalho, aonde você foi ?
ResponderExcluirPrefeito é melhor o sr. Se benzer....so atrai problemas...
ResponderExcluirQuem procura acha.....obs. quase todos....diretores das Ubs...nunca viram area de saude...o senhor poderia rever isso ,apos um ano de governo.
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Minha mãe fez exame de mapeamento ocular pedido pelo especialista do Centro de especialidades Maria José. Tudo nos conformes (ok, segundo a médica) e retormo ao oftalmologista que pediu o exame foi agendado. Previsão de retorno, segundo a atendente: UM ANO.
ResponderExcluirO Secretário da pasta de assistência social não sabe nem o que está fazendo lá, desconhece política pública, é inseguro, manipulado e orgulhoso. Como a pasta não é a preferida do prefeito, está esquecida e estão fazendo o que quiser nela. Bons tempos onde quem administrava tinha conhecimento.
ResponderExcluirEu estava lá no momento da confusão aguardando atendimento, a mulher começou a gritar e dizer que ia pra delegacia pois tinha sido ofendida, ele disse que estava fazendo uma pergunta, ela disse que tinha sido ofendida e cada um falava de um lado, mas quem começou a gritaria foi ela, um horror.
ResponderExcluirSó torço e rezo, para que tal servidora não seja perseguida por ter denunciado tal fato, e tal pessoa!
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