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| Imprensa Oficial do Município, edição 1.264 - 30.abr.2025 |
Em
março de 2025, o governo Daniel Bogalho autorizou o Banco Digimais, controlado
pelo religioso Edir Macedo, a fazer descontos de empréstimos diretamente na
folha de pagamentos da Prefeitura de Taboão da Serra. Três meses antes, o banco
já estava à venda para um ex-sócio do Banco Master.
Na
manhã de ontem, 3ª-feira (23), o Banco Digimais foi alvo de operação da Polícia
Federal (PF). A instituição é suspeita de usar fundos de investimentos para
ocultar a sua real situação econômico-financeira.
Exatamente
um ano antes de fazer o convênio com a Prefeitura de Taboão, em 01.mar.2024 o
Digimais apresentou ao Banco Central um plano de recomposição de capital.
Edir
Macedo, criador da Igreja Universal, é acusado de fraudes contra o sistema
financeiro nacional. A PF fez buscas e apreensões em escritórios e casas de
dirigentes do banco.
Macedo
não foi alvo de buscas porque mora fora do Brasil, em Miami, nos Estados Unidos.
Em 19.mar.2025, a Comissão de Seleção para Celebração de Parceria considerou o Banco Digimais habilitado a fazer empréstimos aos funcionários da Prefeitura de Taboão da Serra. O credenciamento foi homologado em 31.mar.2025 pela secretária de Gestão de Pessoas Michelle Schwartz.
O
contrato tem validade até 2030.
Para
a Polícia Federal, o banco de Edir Macedo adotou práticas semelhantes às do banqueiro
Daniel Vorcaro, do Banco Master, que está preso.
A
deterioração das contas do Digimais culminou em um rombo financeiro bilionário,
o que levou o banco a procurar um comprador.
No
mesmo período em que assinou o convênio com a Prefeitura de Taboão, o Banco
Digimais seria comprado por Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master,
mas o negócio foi desfeito.
O banco de Edir Macedo teve quebrados o seu sigilo bancário, o sigilo fiscal, e bloqueio de bens em cerca de 700 milhões (R$ 670.348.945,70).
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