sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Lidia

Assim no singular, a seco, não gosto.
Parece pouco generoso.
Mixuruca, até.
Nome deste dia tinha de ser pluralizado (assim como são o dia das mães, o dia dos namorados, etc.).
Data a ser pronunciada num pluralzão bem delícia, com o “e” bem aberto num fonema bem espichado:
Dia das Mulheres.
 Até porque a Lidia não é uma só.
São três em uma:
Lidia Carmem Sant’Anna.
Que faz aniversário bem nesta data querida internacional.
E tem muitas outras mulheres por trás dessas três nesse nome composto cheio de feminilidades.
Atriz premiada, Lidia já encarnou nos palcos cerca de umas dez personagens.
É a única atriz de Taboão da Serra e da nossa região com quatro prêmios do Mapa Cultural Paulista (um troféu em 1997, outro, em 2001, e mais dois, em 2003).
Pra você ter ideia do quanto a palavra querida da frase acima é bem aplicada no caso da Lidia, basta saber que quando abri o Facebook hoje, às 9h29 da manhã 60 pessoas já tinham dado seu beijo virtual nesta atriz e amiga tão amada por muitos. Ouso até dizer: por todos.

Pra expressar bem o que nos significa uma mulher amiga feito Lidia, nada melhor que outra mulher. E pego despudoradamente emprestadas as palavras da também atriz Flávia D’Álima (já-já te digo o que a Flavinha tá fazendo aqui neste espaço reservado todo especial só para a Lidia).
Disse a Flávia no aniversário da Lidia em 2010: “[ela é] iluminada e nos ilumina, confiável, prestativa, carinhosa, atrapalhada, competente, sorridente... Necessária na vida de quem passa a conviver com ela”.
Flavinha está aqui nesta postagem porque ela e Lidia, jovenzinhas ainda, iam muito à minha sala na imprensa oficial do município atrás de fotos de suas atuações na Encenação da Paixão de Cristo e nas montagens da UTT (União Teatral Taboão).
Já te contei em publicação anterior, que primeira vez que vi Lidia na minha vida, ela estava se contorcendo nas dores do parto (você vai ver que coincidência incrível logo mais adiante neste texto). Era uma cena visceral duma peça em 1997, onde a personagem de Lidia dava à luz escancaradamente diante de uma platéia pasmada em êxtase.

Por conhecer o fervor religioso dos pais da nossa aniversariante do dia, creio que eles assim a batizaram, devido à passagem bíblica onde o apóstolo Paulo convence uma mulher a aderir à religião que ele disseminava naquela época. A mulher tinha nascido numa região chamada Lydia (cercanias da atual Turquia) e passou a ser conhecida entre os cristãos com o nome da terra onde nasceu. Acontece que o apóstolo veio a conhecer a tal Lidia quando ela havia se mudado para outra cidade, na região da antiga Macedônia.
Sabe o nome do bairro onde mora a Flávia, amiga da Lidia desde novinhas?
Jardim Macedônia.

Os lídios, habitantes da Lydia, diziam ser descendentes de Lud, neto de Noé (aquele, da Arca). E um site onomástico (espero não seja mais uma das milhares de mentiras da internet) este site onomástico me diz que nome Lud significa “aquele que sente as dores do parto”.

Dá até arrepio tantas e tais coincidências assim.

Parecem propositais, só pra reafirmar que depois que a gente conhece a Lidia, a vida sem ela é uma impossibilidade.

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