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Condomínio Pitangueira 2: audiência em abril |
Um grupo de moradores do Condomínio Pitangueira 1 questiona na Justiça a reeleição do síndico Nélio Bacheschi, realizada no último dia 21. Já no Pitangueira 2, foi o próprio condomínio quem abriu processos contra a administração desse mesmo síndico, ocorrida entre 2018 e o início da década de 2020. Os dois conjuntos de prédios, com cinco torres e 1.040 apartamentos cada um, pertencem ao empreendimento Residencial Bosque do Taboão, no município de Taboão da Serra, à margem da rodovia BR-116.
Na
contestação eleitoral, uma moradora denunciou a inclusão de requisitos não
previstos na convenção do condomínio, o que dificultava o registro da sua
candidatura. O juiz Matheus Barbosa Pandini concordou que as cláusulas incluídas
pelo atual síndico “extrapolam os previstos na convenção”, e mandou excluí-las.
Mas não concedeu a liminar suspendendo a votação. Os requisitos excluídos exigiam,
entre outros, uma apólice de seguro de sindicância no valor mínimo de R$
200.000,00.
O
advogado Almir de Alexandres, morador do condomínio há seis anos, relatou à
reportagem que funcionários da administração do condomínio, e que não moram lá,
tiveram direito a voto. Será pedida nova eleição.
Perigo nos elevadores
O blog teve acesso ao laudo pericial que revela precariedades na casa das máquinas dos elevadores do Condomínio Pitangueira 1. Veja fotos:
Além
das irregularidades apuradas pela perícia, moradores apontam que há despesas
pagas à prestadora de serviços nos elevadores que só poderiam ser efetuadas
após aprovação em assembleia.
Na última 5ª-feira (27), enquanto se dirigia
à faculdade uma moradora de 21 anos ficou presa por uma hora no elevador entre
o térreo e o subsolo do bloco A.
Problema antigo
Dois elevadores desse mesmo bloco A estiveram parados desde o mês
de dezembro. Na última semana, voltaram a funcionar. No bloco B, o elevador
para pessoas portadoras de deficiência foi instalado em setembro/2024, mas está sem
funcionar desde então, reclama outro morador.
Apropriação indébita
Está
marcada para o dia 29 do mês que vem a audiência de instrução e julgamento onde
Nélio Bacheschi é réu por apropriação indébita. A ação foi protocolada em
julho/2021, mas só teve andamento em janeiro do ano
passado.
Bacheschi,
que é síndico profissional, é acusado de, durante sua administração no Condomínio
Pitangueira 2, não ter levado à votação em assembleia a aprovação das suas
contas. Os moradores contrataram a empresa Odara Auditoria de Condomínios para
avaliar as contas do período de 01.mai.2018 a 31.jan.2021. Durante uma
assembleia geral ordinária em 22.out.2021, 71% dos condôminos reprovaram as
contas do período fevereiro/2018 a dezembro/2020.
Segundo o laudo da auditoria, foi contratada uma empresa de pintura com
valor acima dos três melhores orçamentos, resultando na diferença de R$
78.703,33.
De
acordo com os denunciantes, a gestão do síndico acarretou prejuízo global de R$
132.447,51 em valores da época.
Nélio
Bacheschi também responde a inquérito por ter feito, em fevereiro/2021, um
empréstimo de R$ 77.420,34 para pagar a rescisão de um funcionário do condomínio.
Ocorre que a rescisão foi de R$ 50.404,85, e não houve prestação de contas dos R$
27.015,49 restantes.
6 comentários:
Infelizmente muitos condomínios. sofrem essa usurpação dos direitos de direção dos proprietarios, por gestão assumida por profissionais em conluio com empresas prestadoras de serviços a dificultar a transparência e o melhor investimento dos valores do condominio.. é preciso ação e união dos moradores condôminos a evitar que esse tipo de gestão se instale ou perdure!!!
Sem contar manutenção sem ordem de serviço e um dos elevadores permaneceu parado até dia 31/03.
Infelizmente temos pessoas que não entendem os seus direitos e nem como seu dinheiro está sendo empregado.
Queremos reparar toda essa ilegalidade e fazer nova eleição. O problema é que o indivíduo comprou algumas pessoas por algum motivo e elas estão cegas e pouco se lixando pra onde vai o dinheiro delas. Só que graças a Deus existem os sensatos e justos que querem justiça.
Esse país é piada pronta. Desde a época de Jesus que optaram por Barrabás. E assim continua até hoje.
Este síndico acha que fez muita coisa em oito anos no condomínio, mas é contratado por nós moradores e com certeza tem que fazer e fazer do modo certo com transferência e ser mais humilde, ele e seus seguidores não deixava ninguém falar foi uma tremenda covardia e baixaria.
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