terça-feira, 17 de março de 2026

Marco Roberto é vítima de perseguição, diz jornal gospel; prefeito mantém pastor no cargo

David da Silva

Nos últimos dias, o chefe de gabinete do prefeito de Taboão da Serra tem ido às redes sociais enfatizar sua permanência no cargo. Em 18 de fevereiro, ele foi preso por usar placas falsificadas da Câmara Municipal de Embu no seu carro particular. O prefeito Daniel Bogalho diz que não pretende demiti-lo.
Na última 4ª-feira (11), Marco Roberto da Silva postou fotos suas na Prefeitura de Taboão: "dia produtivo, entre reuniões estratégicas", legendou. Já na 6ª-feira (13), seu perfil no Instagram exibiu o card: "na política, ninguém te ataca por acaso".
Na edição de 27.fev.2026, o site Fuxico Gospel publicou que “a prisão do chefe de gabinete em Taboão da Serra é uma manobra para frear sua ascensão”. Segundo o portal evangélico, “após ser detido por conta do uso de uma placa funcional - que utiliza legitimamente como autoridade há mais de uma década - o pastor tornou-se alvo de um ataque midiático desproporcional. Fontes próximas denunciam que o episódio é uma ‘armadilha’ da oposição, que tenta frear a ascensão política de Marco Roberto na região para as eleições de 2026. O pastor vem se destacando fortemente na gestão do prefeito Daniel Bogalho, sendo cotado para candidaturas majoritárias”.

"Intriga da oposição", diz site evangélico

O blog enviou enviou mensagem a Marco Roberto em 07.mar.2026 – sem resposta após esses 10 dias.

Fuga

Em 18 de fevereiro deste ano, Marco Roberto foi abordado pela Polícia Rodoviária na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Desobedeceu à ordem de parar, sendo seguido até o pedágio do km 242 da rodovia SP-342. Foi constatado o uso de placas falsificadas da Câmara Municipal de Embu das Artes na caminhonete Triton Sport, placas GIP2G42, registrada em nome da Kailog Transportes, localizada em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Marco Roberto disse que comprou o veículo recentemente, e ainda não tinha feito a transferência. Com ele no carro estavam três de seus familiares, um homem e duas mulheres.

Na Delegacia de Águas da Prata (SP), declarou ao delegado Luciano Pires Galetti que as placas falsas foram colocadas na sua caminhonete “dentro do pátio da Prefeitura de Taboão”, e que “esqueceu de tirar porque está tomando remédios fortes tanto para doenças físicas quanto psíquicas”.

Conduzido à Cadeia Pública de São João da Boa Vista (SP), Marco Roberto foi solto no dia seguinte após audiência de custódia.

Na última 5ª-feira (12), o promotor de Justiça André Pereira Melo comunicou que “o denunciado preenche os requisitos para acordo de não persecução penal” devendo pagar dois salários mínimos (R$ R$ 3.242,00) a serem doados a instituições de caridade.

O juiz Luiz Antonio Cunha escreveu: “considerando que foi oferecida a denúncia pelo Ministério Público, determino a redistribuição dos autos à Vara competente para processamento e julgamento da ação penal”.

A decisão foi anexada ao processo às 16h55 desta 2ª-feira (16).

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