quarta-feira, 24 de junho de 2026

Gestão Daniel fez convênio com banco de Edir Macedo, investigado por fraudes

Imprensa Oficial do Município, edição 1.264 - 30.abr.2025
David da Silva

Em março de 2025, o governo Daniel Bogalho autorizou o Banco Digimais, controlado pelo religioso Edir Macedo, a fazer descontos de empréstimos diretamente na folha de pagamentos da Prefeitura de Taboão da Serra. Três meses antes, o banco já estava à venda para um ex-sócio do Banco Master.

Na manhã de ontem, 3ª-feira (23), o Banco Digimais foi alvo de operação da Polícia Federal (PF). A instituição é suspeita de usar fundos de investimentos para ocultar a sua real situação econômico-financeira.

Exatamente um ano antes de fazer o convênio com a Prefeitura de Taboão, em 01.mar.2024 o Digimais apresentou ao Banco Central um plano de recomposição de capital.

Edir Macedo, criador da Igreja Universal, é acusado de fraudes contra o sistema financeiro nacional. A PF fez buscas e apreensões em escritórios e casas de dirigentes do banco.

Macedo não foi alvo de buscas porque mora fora do Brasil, em Miami, nos Estados Unidos.

 

Em 19.mar.2025, a Comissão  de  Seleção  para  Celebração  de  Parceria considerou o Banco Digimais habilitado a fazer empréstimos aos funcionários da Prefeitura de Taboão da Serra. O credenciamento foi homologado em 31.mar.2025 pela secretária de Gestão de Pessoas Michelle Schwartz.

O contrato tem validade até 2030.

Para a Polícia Federal, o banco de Edir Macedo adotou práticas semelhantes às do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que está preso.

A deterioração das contas do Digimais culminou em um rombo financeiro bilionário, o que levou o banco a procurar um comprador.

No mesmo período em que assinou o convênio com a Prefeitura de Taboão, o Banco Digimais seria comprado por Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master, mas o negócio foi desfeito.

O banco de Edir Macedo teve quebrados o seu sigilo bancário, o sigilo fiscal, e bloqueio de bens em cerca de 700 milhões (R$ 670.348.945,70).

2 comentários:

Anônimo disse...

Jesus, volta logo! Agora os coitados dos servidores daqui vão receber dinheiro dos coitados fiéis. Agora é saber qual o benefício desse convênio. Político? Pois não deve ser a taxa de juros né?!

Anônimo disse...

Entrevistado o servidor disse: Já que não temos um plano de cargos, salários, recomposição salarial, vamos fazer empréstimo, fazer dívida, aumentar a inadimplência. Está dando muito certo isso no governo federal (SQN). Ideia de gênio. Vai nessa.