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| Guima e dona Randi - Acervo CPJ |
Senhor Guimarães, o Guima, meu amigo de coração, faleceu.
Um
encontro em Oslo, 40 anos atrás, foi o começo de uma amizade com o Guimaraes. Eu trabalhava, na ocasião, na Embaixada do Brasil em Oslo e ele estava lá com o seu Clube Pequeninos do Jockey,
participando na Norway Cup. Guima fez uma visita à embaixada durante a copa e, por sorte, tive a chance - e o grande prazer - de falar
com ele e, assim, conhecer esse homen excepcional.
A
amizade foi fortalecida com o patrocínio do Grupo Lorentzen, companhia
norueguesa sediada no Rio, cujo dono, Erling Lorentzen, tinha sido meu patrão no Rio,
e, depois do meu emprego na embaixada, voltou a ser meu patrão, em Oslo. Ele e, ainda
mais a senhora dele, a Princesa Ragnhild, foram muito interessados em futebol,
torcendo sempre para a Seleção. Torciam, também, para os Pequeninos,
numas ocasiões em Oslo.
Além
de encontros com o Guimaraes, cada ano, durante a Norway Cup, tenho
recordações maravilhosas de duas visitas em SP, hospedada na casa do Guima e dona Noêmia, com um café de manhã muito gostoso.
Conhecer a família toda, o local do Clube, a diretoria, os funcionários e
alguns jogadores, completou a história do universo desse grande homem.
A
comunicação entre nós foi regular e com muito carinho. Muitas vezes com o
intermédio da Mariseth ou do David. Com a possibilidade de mandar áudios via
WhatsApp, começou uma era com conversas semanais e, durante os últimos
meses, quase diárias. Fiquei sempre impressionada com os comentários e análises dele sobre a política internacional e nacional, e sobre a situação
na Noruega. O nosso último contato foi poucos dias antes do triste 14 de junho.
Felizmente,
posso escutar de novo os áudios dele, e assim matar a grande saudade de um
homem que, com a visita, 40 anos atrás, na Embaixada do Brasil em Oslo,
tornou-se uma parte muito importante na minha vida.
Obrigada,
Seu Guima, meu amigo de coração.

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