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| Funcionárias protestam na Câmara Municipal com alegorias do inseto encontrado no arroz da cesta básica. Foto: reprodução - 03.nov.2026 |
O
problema do arroz entregue aos funcionários da Prefeitura de Taboão é
compartilhado pelos servidores municipais de Embu das Artes, que recebem a
mesma marca em suas cestas básicas. A infestação do besouro Sitophilus
oryzae, popular caruncho, no arroz Grão Máximo, foi denunciada em outubro em
Taboão, e dois anos atrás na cidade vizinha.
Em
março de 2024, o sindicato dos funcionários da Prefeitura de Embu das Artes
visitou o galpão da distribuidora das cestas, que alegou já ter resolvido o
problema de caruncho no alimento.
Porém,
no último dia 4 de setembro, uma servidora embuense registrou em uma plataforma
de defesa do consumidor: “Recebi um pacote de arroz da marca Grão Máximo na
cesta básica fornecida pelo meu trabalho, Prefeitura de Embu das Artes, no mês
de agosto de 2026. Ao abrir a embalagem e separar o produto para o preparo,
encontrei diversos carunchos/insetos no meio dos grãos”.
Confuso
As
cestas de alimentos dos funcionários da Prefeitura de Taboão são fornecidas
pela empresa TMS Cestas Importação e Exportação de Alimentos Ltda. O contrato
beira os 23 milhões de reais (R$ 22.999.518,00).
Durante
coletiva de imprensa em 23 de outubro, o prefeito Daniel Bogalho se referiu ao
arroz com besouro. “Muitas vezes as pessoas vêm, dão um preço reduzido para
ganhar uma licitação, e depois se comprometem na qualidade dos produtos.
Entrega até na hora da vistoria alguns produtos que a gente pode pedir uma
amostra e depois pedir o resto. E naquela hora da amostra, o cara apresenta um
produto que até então é de qualidade. E depois na hora da entrega, o cara se
perde nessa questão. Muitas vezes o cara quer fazer uma economia, compra um
lote grande”, especulou.
Um
motorista concursado, com 18 anos de casa na Prefeitura de Taboão, comentou em
uma postagem do Jornal na Net no Facebook: “[O prefeito] só
fala o óbvio, não é claro nas explicações, parece confuso e não tem certeza de
nada. E os funcionários continuam com a pesada cesta, porque ele quer assim e
pronto!”.
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atrás
O
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) proíbe que a operadora do
cartão alimentação faça complementação financeira ao benefício. Essa
irregularidade estava sendo praticada pela gestão Daniel com a Verocard.
O
TCE-SP também não permite que o cartão alimentação seja monopólio de uma
empresa. O órgão determina que o edital garanta a liberdade de o servidor escolher
a operadora/bandeira que melhor atenda às suas necessidades pessoais, como
proximidade de comércios de sua preferência.
O blog apurou que na Prefeitura de Campinas, por exemplo, os funcionários têm a opção de escolher entre 11 operadoras credenciadas diferentes.
Já
o prefeito de Taboão diz que “hoje o RH não tem condição de fazer esta gestão,
de trabalhar com cinco ou seis bandeiras diferentes”.
A
cesta básica do funcionalismo taboanense entrou em vigor sem respaldo legal. A
licitação E-205/2026 foi aberta em 03.jun.2026, e a lei 2.645/2026 só foi
sancionada 21 dias depois, em 24.jun.2026.
Agora, diante da insatisfação manifesta dos servidores, o prefeito alega que a troca do cartão alimentação pela cesta é uma experiência: “Nós estamos fazendo um teste. A gente vai implantar isso em uma média de quatro a seis meses. Se a gente entender que realmente o funcionário não se adaptou, que foi um erro nosso de gestão, a gente vai consertar, vai reparar”.



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