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| Queima no sábado (à esq) e a divulgação |
A
queima de fogos realizada na noite de sábado (28) no bairro Parque Marabá, em
Taboão da Serra, foi vista (e ouvida) a alguns quilômetros de distância, e
gerou polêmica.
Apesar
de o evento ter acontecido em área pública municipal, o nome da Prefeitura de
Taboão não aparece na divulgação.
O
card do evento foi postado no instagram no domingo anterior. Mas pegou muita
gente de surpresa.
Valdirene Glória da Silva, 58 anos, acordou
com os estouros dos rojões. “Eu já estava deitada, pois acordo às 5h30 para
trabalhar, inclusive aos domingos. Ninguém me avisou que ia acontecer isso”,
diz a moradora da Rua Antonio Carlos Torres, ao lado da Arena Marabá, onde
reside há oito anos. “Meu quintal amanheceu cheio das cápsulas dos fogos de
artifício; tenho dois gatos que ficaram desesperados com o barulho”,
acrescenta.
O
foguetório se estendeu por cerca de 30 minutos. “Eu achei que era alguma
fábrica de fogos explodindo. Os vizinhos aqui ficaram preocupados também com o
barulho intenso e demorado”, relata Zaac Rocha.
Erlândia
Alves Santos também mora na Rua Antonio Carlos Torres e também não foi alertada:
“Tenho dois cachorros, os animais sofrem com os estrondos. Moro ao lado do
campo há 20 anos, e isso nunca aconteceu”.
Para
Thais Weida, o sábado à noite foi “um verdadeiro inferno. Meus gatos assustados
com o barulho; nem TV eu conseguia assistir. Sou da rua de baixo [da Arena
Marabá]”.
A queima foi avistada em bairros distantes. “Eu vi da minha
janela aqui na Vila Iasi”, conta Lú Carvalho.
“Daqui
do Campo Limpo eu vi. Demorou bastante”, diz Marcos Fonseca Manuel.
Até
quem mora a três quilômetros de distância garante ter visto. “Eu moro no Jardim
Monte Alegre e vi os fogos”, diz o morador da Rua Bauru.
Críticas
e elogios
Carla
Carolline comentou no instagram que “todo ano eles soltam. Sabemos o quão
perturbador é, mas é uma coisa linda de se ver, fico encantada”.
Adriana
Bertozzi rebate que “os idosos, os acamados, os recém nascidos, os autistas,
entre outros, também dão os parabéns”.
“Minha
mãe me ligou pra falar disso, ela não tava conseguindo ouvir a TV. Fica bem
atrás da minha casa”, situa Gaby Emer.
Nina
Domingues relata que é tia de menino autista: “Meu sobrinho mora próximo [do
local] e teve crise forte por causa dessa porcaria”.
Sandra
Wilma Silva conhece o evento há mais tempo, a ponto de dizer que “esse ano a
divulgação foi melhor, porém achei que o tempo foi menor. Mas fomos prestigiar
essa linda queima de fogos e as crianças se divertiram muito”.
Barulheira
fora de época
A
queima extemporânea dos fogos ganhou várias interpretações.
Denner
Vinícius diz que “essa queima de fogos foi por conta que no Natal e Ano Novo o Doidinho
Pipa [comerciante que realizou o evento] não conseguiu fazer por conta de local
e tempo. Então acabou adiando”.
Já
para Tiago Santos Sevério o foguetório fora de época foi causado por doença. “Ele
sempre faz queima de fogos no fim de ano, mas a esposa estava internada, e após
a recuperação da esposa ele decidiu fazer queima de fogos”.
Até a publicação desta reportagem, a gestão Daniel Bogalho não havia se manifestado se houve liberação do espaço público para o comerciante, ou se a prefeitura foi parceira do evento.
O foguetório foi divulgado no instagram com uma semana de antecedência, mas a Prefeitura de Taboão não comunicou diretamente à vizinhança.


























