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| Foto: David da Silva - 22.fev.2026 |
O
diretório municipal do Partido Socialista Brasileiro de Taboão da Serra
(PSB-Taboão) entrou com representação na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente
a respeito da montanha de entulho e lixo acumulados no pátio da Secretaria
Municipal de Manutenção, popular “usina da prefeitura”. O documento foi
protocolado ontem, 3ª-feira (7), com pedido de tutela de urgência.
O
PSB-Taboão pede que seja feita investigação técnica dos danos ambientais causados
pelo prolongado acúmulo de entulhos, móveis velhos, e restos de materiais de
construção.
“A
urgência da perícia justifica-se pelo princípio da prevenção e pelo princípio
da precaução. É preciso preservar as provas antes que alterações na área ou a
remoção dos resíduos impeçam a correta apuração dos fatos”, diz a petição
assinada pela presidente do diretório Rosiane Maciel de Farias.
A
montanha de lixo tem sido alvo de frequentes focos de fogo, que o governo
municipal diz serem espontâneos. Incêndios de grandes proporções aconteceram
principalmente nos dias 11 e 23 do mês de maio.
O
mau cheiro dos rejeitos queimados se espalha por uma grande área do município.
Ao lado do “lixão da usina”, há uma escola municipal, que atende crianças de
berçário e maternal.
O
partido pede ao Ministério Público do Estado (MP-SP) a imediata instauração de
inquérito civil. Quer também perícia ambiental e sanitária no local, que a
CETESB realize vistoria técnica na área, medições da qualidade do ar, com
análise da concentração de material particulado e de gases potencialmente
tóxicos decorrentes da queima de resíduos.
O
documento pede também avaliação do risco de contaminação do solo, das águas
superficiais e subterrâneas, bem como dos sistemas de drenagem.
Quanto
à creche vizinha do lixão, o PSB-Taboão quer inspeção específica dos riscos
enfrentados pelos alunos, professores e demais servidores da escola.
Por
fim, pede do MP-SP as medidas judiciais cabíveis, inclusive com pedido de
tutela de urgência para determinar a completa eliminação dos riscos ambientais.
A Justiça suspendeu a licitação realizada pela gestão Daniel Bogalho para contratar empresa responsável pela remoção de resíduos. A Prefeitura de Taboão está com um contrato de emergência de R$ 8 milhões e 400 mil feito sem licitação, que vai terminar no próximo dia 24 de agosto.


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