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| Foto: Prefeitura de Taboão da Serra |
David da Silva
Nesta
6ª-feira (24), a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra registrou
a queixa de uma assistente social afrontada no seu local de trabalho pelo
diretor de departamento Paulo Lúcio Machado. Além da calúnia e difamação contra
a servidora municipal concursada, o livre-nomeado é acusado de utilizar as
dependências da repartição pública para interesses eleitorais.
Denúncia
encaminhada ao blog bar&lanches taboão relata que, na tarde de ontem, Paulo
Lúcio chegou no Centro de Referência de
Assistência Social (CRAS), no bairro Jd Clementino, e “de forma transtornada e
gritando” questionou a assistente social por ter entrado na sala utilizada por
ele. Os equipamentos do CRAS são de uso coletivo, e ela tinha ido à sala pegar
um suporte de projetor. “Não quero você entrando na minha sala. Poderia ter
sumido coisas de lá, inclusive dinheiro”, disse ele.
Sentindo-se
ultrajada, a funcionária foi à DDM abrir boletim de ocorrência.
Paulo
Lúcio, de 59 anos, foi candidato a vereador por quatro vezes. Em janeiro de
2025, foi nomeado para dirigir o banco de alimentos da Prefeitura de Taboão, e
em junho, transferido para o CRAS Clementino.
De
acordo com a fonte, ele tem a chave do CRAS, e fez reunião no local após o
expediente.
Procurado
pelo blog, Lúcio nega o uso da unidade para fins particulares. Perguntado quais
as suas atribuições como diretor de departamento, respondeu de forma genérica: “Faço
várias coisas na SAS [Secretaria de Assistência Social]. Inclusive arrumo
muitas doações para o banco de alimentos”.
O
CRAS Clementino ocupa desde maio/2018 um salão alugado de 194 m². “O local já é pequeno, e ainda tem que deixar
uma sala reservada para ele”, diz a fonte.
Paulo
Lúcio não soube dizer o nome da coordenadora do CRAS Clementino: “Ela entrou faz
pouco tempo”.
Em
06.nov.2025, o blog enviou ao secretário Jefferson Alves (Assistência Social)
denúncia de que livre-nomeados indicados por vereadores têm acesso às fichas
das famílias atendidas pelos programas sociais. “São informações sensíveis, os
assuntos atendidos são sigilosos, e eles levam isso para os seus chefes
políticos”, disse a delação. Passados 5 meses e 20 dias, o secretário ainda não
respondeu.
No
caso de Paulo Lúcio e a assistente social, o secretário também não agiu de
imediato. Segundo o B.O., no momento da discussão Jefferson foi acionado por
meio de chamada viva-voz, mas disse que “não poderia ir pois estava em um
compromisso”.














