Somente neste mês de janeiro, no Estado de São Paulo cerca de 20 pessoas tombaram em chacinas. Os números se alteram a cada madrugada. Teme-se um final-de-semana violento neste feriadão de Carnaval.Nos primeiros 26 dias de 2007, o número de mortos em chacinas chegava a 27 pessoas. O ano passado fechou com 47 mortos em 12 chacinas.
Em face desta estatística macabra, nenhuma cidade brasileira superou Taboão da Serra na quantidade de assassinatos de uma só vez. A confirmação é da equipe de homicídios múltiplos do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Os propagandistas do atual governo municipal ufanista podem até dizer: “Nunca antes na história de Taboão, e nem depois por enquanto...”
Em uma noite nublada de junho de 1994, 12 pessoas e um bebê estavam em uma casa da Rua Anunciatta Ademário Gentile, no extremo sul da região do Pirajuçara, próximo ao limite com Embu. Um grupo de homens armados invadiu o local aos gritos de “mata tudo! mata tudo!”.
Até mesmo uma velhinha com mais de 60 anos que residia no pardieiro, foi fuzilada.
A criancinha foi deixada viva no gavetão de um guarda-roupas. O tráfico e o uso de drogas foi o motivo da carnificina.
Até hoje a vizinhança não gosta de falar na tragédia que deixou um quintal cheio de caixões de defuntos no alto do Jardim Santa Cruz.
Um dos presos acusados pela matança foi Fábio Mota dos Santos, vulgo Sadam, 26 anos, que se declarava mecânico. Ele estava preso em Cotia na última vez que tive informações do caso, em meados de 1997.
Este é mais um caso que será relembrado na nossa série sobre crimes que abalaram a cidade.
