terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Márcia: escravizada pelo mercado da luxúria

A triste história de Márcia Ferro que, desempregada aos 43 anos, voltou aos filmes “adultos”

Em 1989, eu trabalhava na Câmara Municipal de Taboão da Serra. Meu colega de trabalho Osvaldenir Stocker, o Gaúcho, na época assessor do ex-vereador Said e colunista de Cultura na Gazeta do Taboão me falou: “Abriu um teatro no Bixiga. É da Márcia Ferro. Em uma cena ela se dirige de frente pro ator, coloca a perna no ombro do cara, e a homarada urra na platéia”.
Era a primeira vez que eu ouvia falar da tal ‘atriz’. No final do ano passado, voltei a saber dela, na triste história que conto a seguir.

Quando estava com 21 anos, Márcia Ferro caminhava pela Avenida Cásper Líbero, na região central da Capital de São Paulo, e foi abordada por um homem. “Ele se apresentou como produtor de cinema, e me propôs fazer um filme pornô”, conta. Ela titubeou um pouco, mas ficou com o número do telefone do diretor Raffaele Rossi, pioneiro do cine pornô brasileiro.
Fazia pouco tempo que a moça havia saído de casa. “Meu pai [hoje tenente da reserva] era muito rude com a gente. Minha mãe era bem carinhosa, e quando ela morreu, o clima em casa ficou insuportável”. Márcia sempre estudara em colégio de freiras, porém o machismo do pai não dava trégua. “Falei que queria estudar odontologia, e ele disse que eu só atenderia mulheres!”.
Por estranha ironia, quando Márcia resolveu aceitar a proposta do produtor, foi escalada para cenas de lesbianismo. “Foi um choque para mim. Mas eu queria a fama e o dinheiro do cinema, e fiz outros 38 filmes”, diz a ‘atriz’.
A fama de Márcia Ferro correu o mundo, principalmente em fitas de zoofilia dirigidas pelo filipino Juan Bajon. A jovem teve um início de carreira onde acomodou muito seus quadris entre as patas traseiras de cavalos e cães em filmes como “Minha Égua Favorita”, “Meu Cachorro, Meu Amante”, “Duas Mulheres e um Pônei”, etc.
Na década de 1990 os filmes explícitos perderam mercado para as fitas cassetes.
Foi quando ela comprou o Teatro Terra Nova no bairro da Bela Vista. A casa passou a chamar-se Teatro Márcia Ferro, confiante na força do nome da ex-rainha da Boca do Lixo. Com a morte de seu sócio vitimado pela Aids, Márcia vendeu o teatro. Casou-se e comprou um sítio em Caucaia do Alto, na região de Cotia, na Grande São Paulo.
O casamento, do qual nasceu uma menina no final de 1998, desfez-se. O ex-marido entretanto negou-se a assinar o divórcio.
Márcia foi trabalhar como monitora de creche. Quando um extinto jornal sensacionalista descobriu seu paradeiro em maio de 1999, o mundo de Márcia caiu mais uma vez: "Foi um absurdo. Não tinha como eu passar fome”, protesta hoje a ‘atriz’. “Eu morava numa chácara, onde tinha terra para plantar e estava perto de agricultores e sitiantes. Não estava mais na atividade de cinema, mas estava trabalhando!”
Quando conseguiu afinal o divórcio em 2006, com sua parte na venda da chácara Márcia comprou um apartamento e voltou a morar na Capital. "Distribuí currículos [para as vagas] de monitora de creche e recepcionista de hotel. Eu fiz um curso de hotelaria, mas nunca fui chamada para uma entrevista, um teste".
Em uma de suas andanças por agências de emprego da Rua Sete de Abril, ela ouviu alguém gritar seu nome. “Deve ser algum fã do tempo que eu atuava”, deve ter pensado, e não atendeu. Na terceira vez, olhou para trás e reconheceu um amigo. “Ele me perguntou por que eu não voltava para o cinema pornô”.
Desta vez, não mais pensando em fama, mas com uma filha para sustentar, aos 43 anos, 1,68m e 60kg, Márcia Ferro voltou às telas em “A Idade da Loba”.
Com parte do cachê, comprou mais um apartamento, e o aluga para compor sua renda. No ano passado, voltou à cena em “A Curra”.
A nova onda do pornô mundial de contratar atrizes veteranas, recebeu a sigla MILF (Moms I Would Like to Fuck, mamães que eu gostaria de comer).

6 comentários:

Frank William disse...

É... cada um se vira como pode...

bolacha1 disse...

Já sabia q a Marcia era uma pu@@@ mas não sabvia q era p/ tanto!!!
Nossa mas que ela tinha um corpo isso tinha mas não sei agora né?
Gostoa nos anos 70 e 80,mas agora já elvis!!!

PAULINHO PALMERENSE disse...

a marcia é uma cavaluda... daquelas mulheres que só tinhamos nos anos 70 e 80... grandonas gostosas mas totalmente naturais... mulher tora de verdade.... salve a rainha da boca do lixo...

rodolfo leopassi disse...

MARCIA FERRO,MUITAS LEMBRANÇAS^^^

Anônimo disse...

HISTÓRIA totalmente inventada !
Repararam que ela sempre encontra alguém na rua que muda a vida dela para melhor ou pior ?
Conversa fiada, ela sempre foi garota de programa de puteiro, encontrei ela várias vezes numa boate na rua Augusta e ela fazia programa a 80 reais no Hotel Itamar !
Hoje está veia e coroca mas ainda tem uns veios de 70 anos que pagam uns 30 real pra chupar a buceta dela...
Qdo ela fazia filme de sacanagem uma vez quis cobrar 400 reais de mim, ofereci 100 e ainda comi o cu dela !
Chico

Anônimo disse...

História inventada ou não,ela continua linda,na minha opinião. não troco uma velha guitarra por um belo violão. Ela fazia ou faz o que gosta,divertiu-se,se fudeu e foi fodida,continua linda. quando eu morrer e meu pau não mais levantar,colcarei ferro até enterrar!

abraços de Bidi!