sábado, 22 de fevereiro de 2014

Outras muito antes, e mais marcantes que ela

Foto: Dida Sampaio / Estadão - 05.dez.2013
Na edição do agora distante 21.nov.2010 d’O Estado de São Paulo, o nosso popular jornal Estadão, a professora Maria Sylvia de Carvalho Franco já havia dado um acadêmico puxão de orelha em quem tagarela a tontice de ser Dilma “a primeira mulher a governar, a decidir os destinos deste país”.
Com eleição de volta à pauta, é bom repisar o velho tema.
Houve duas antes dela no poder. E deixaram marcas mais profundas na história do Brasil.
Por três vezes entre 1871 e 1888, a princesa Isabel ocupou o trono, quando seu pai viajava para o exterior. Na primeira ocasião em que assumiu o poder Isabel estava com 25 anos de idade.
Elaborou com André Rebouças um programa de reforma agrária para integrar os escravos quando chegasse o momento de sua libertação.
Patrocinava a fuga de negros, e os escondia em sua fazenda em Petrópolis. Financiava a alforria e a indenização aos africanos libertos. 
Foto: Beto Barata / Estadão
Se apresentava em público trazendo pregadas na roupa camélias brancas cultivadas no Quilombo do Leblon. Foi durante dois de seus períodos como chefe de Estado que Isabel assinou as leis do Ventre-Livre e a Áurea.
Antes de Isabel, a imperatriz Leopoldina deu novo curso aos rumos da nossa nação. Seu marido Pedro I estava perambulando por São Paulo, quando Leopoldina recebe a notícia que Portugal tomaria atitude enérgica contra o Brasil. Articulou com José Bonifácio, ministro das relações exteriores, a convocação do Conselho de Estado. E assinou a Independência do país no dia 2 de setembro de 1822. O imperador só viria a sancionar o documento cinco dias depois.

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