quinta-feira, 27 de março de 2014

Mais quatro Músicos do Futuro avançam na carreira profissional

Percussionista César Simão suspendeu curso na Alemanha para ocupar seu lugar na Orquestra Sinfônica Municipal de SP. 
Foto: Divulgação
A organização não governamental (ONG) Associação Músicos do Futuro, de Taboão da Serra, alcança a maioridade em 2014. E chega aos seus 18 anos de atividades com a vitória de um aluno admitido na Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, e outros três, aprovados em faculdades de música. Desde o seu início em 1996 a ONG já formou centenas de músicos, com dezenas deles vivendo exclusivamente da sua arte em importantes orquestras espalhadas pelo Brasil. O projeto foi fundado pelo maestro Edison Ferreira, em uma escola pública do Parque Marabá, em Taboão da Serra.
Erick Felix e seu oboé em ensaio 
d’O Homem de La Mancha
Foto: Vinícius Pazini

Retumbou na Alemanha
O percussionista César Simão, 25 anos, morador de Taboão da Serra e formado pela ONG Músicos do Futuro, estava na Alemanha em curso de especialização na Hochschule für Musik und Tanz Köln. No último dia 18 de março, às 23h17 comunicou pelo Facebook a sua conquista na Orquestra Sinfônica paulistana: “Muito feliz! Sou percussionista do Teatro Municipal de São Paulo”. Imediatamente houve 103 comentários de felicitações, e 316 pessoas curtiram a notícia.
Quem também tem muito a comemorar neste primeiro trimestre do ano é Erick Felix, que aprendeu oboé na ONG criada pelo maestro Edison Ferreira. Também morador de Taboão da Serra, ele foi aprovado no vestibular de Música da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A apresentação mais recente de Erick aqui na cidade foi com a Orquestra Sinfônica Músicos do Futuro, no musical Homem de La Mancha.

Rafael aos 11 anos (à esq.), e hoje em aula de trompete para crianças na periferia de Taboão da Serra. Foto: David da Silva
Jovens mestres da Música
O trompetista Rafael Dias completou 22 anos no último dia 9 de março. Está desde criança na associação taboanense que semeia talentos musicais pelo Brasil e o mundo. “Cheguei na ONG Músicos do Futuro quando eu tinha 11 anos de idade. Quem me trouxe foi meu tio Uziel, que também é trompetista e maestro na época”, conta o músico. Além de dar importante passo no ensino superior de Música, Rafael conquistou em fevereiro a primeira suplência para o grupo de metais da afamada OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo).
Caroline. Foto: David da Silva
Quem também vai percorrer diariamente o caminho de Taboão da Serra até a Faculdade Cantareira de Música é a trompista Caroline Francisco. Desde muito novinha na ONG Músicos do Futuro, hoje Caroline dá aulas de trompa na associação, e também atua no pólo avançado de ensino musical na periferia de Taboão da Serra.
Ela vai se aperfeiçoar no estudo da trompa com Luiz Garcia, que tem especialização clássica em música nos EUA, já tocou no legendário quinteto de metais Canadian Brass, e é primeira trompa da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Quem se forma pela ONG Músicos do Futuro permanece vinculado à entidade, dando aulas para as novas gerações de instrumentistas.

2 comentários:

Sidney Júlio disse...

Parabéns ao Maestro Edison que há 18 anos começou esse trabalho. Aonde estou inserido e só tenho há agradecer ..
Parabéns há todos e "dale" Músicos do Futuro ..

Anônimo disse...

Parabéns a todos que trabalham para que o projeto continue ajudando a formar músicos com muita qualidade. Onde estariam esses músicos se não tivessem tido a oportunidade de conhecer a música através da ONG?!?!