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| Em 2014, valor devido pela cooperativa para a municipalidade era R$ 257 milhões; prefeito fez acordo por R$ 10 milhões |
Em
julho de 2014, a Prefeitura de Taboão da Serra moveu uma ação civil pública
contra a Cooperativa Habitacional Vida Nova por ter realizado um loteamento
registrado como “desdobro”. O caso está em fase de recurso na 2ª instância. Segundo a petição
inicial, o dano ao erário foi de R$ 257 milhões. No ano passado, o prefeito Daniel Bogalho fechou
acordo com a cooperativa no valor de R$ 10 milhões. Pelo termo assinado, a
prefeitura se comprometeu a desistir do recurso nesse processo.
Na
área de 104 mil m² no bairro Jd Maria Rosa, a partir de outubro de 2006 a
cooperativa construiu sete prédios de 26 andares com 728 apartamentos
residenciais. No mesmo terreno, ergueu um edifício de 18 andares com 384 salas
comerciais e consultórios. Nos três últimos andares, há um hotel de luxo com 74
suítes.
Por
esse empreendimento, a Vida Nova deveria reservar 36.504,82 m² para escola
pública, creche, unidade de saúde, área verde e melhoria do sistema viário. A empresa
se recusou, alegando que realizou desdobro de área, e não um novo loteamento.
Para
a Prefeitura de Taboão, a recusa causou à municipalidade um dano de R$
257.073.550,30, conforme a ação protocolada em 21.julho.2014.
Em
outubro de 2018, a prefeitura entrou com ação civil pública por enriquecimento
ilícito contra dirigentes da cooperativa e pessoas da administração municipal,
o que gerou bloqueio de bens no valor de 18 milhões (R$ 18.633.235,99) dos
envolvidos.
Em
27.junho.2025, o juiz Matheus Barbosa Pandini, da 1ª Vara Cível de Taboão da
Serra, julgou improcedente o pedido da ação de R$ 257 milhões.. A
prefeitura entrou com recurso. O processo está no Tribunal de
Justiça.
Desisitir
do recurso
No
Termo de Ajustamento de Conduta assinado por Daniel Bogalho, pelo presidente da
Cooperativa Vida Nova Hélio Tristão e pela promotora de Justiça Letícia Ravacci,
ficou firmado que o acordo “tem por objeto a substituição da lógica do ressarcimento
financeiro por compensação urbanística e social, de modo a solucionar as controvérsias
existentes [em duas ações civis públicas] e viabilizar a liberação dos valores
atualmente bloqueados em ambas as ações”.
Com
os R$ 10.108.087,15 definidos no ajuste, a Cooperativa Vida Nova vai construir
um centro de atenção aos autistas no valor de R$ 4 milhões e meio, um canil por
R$ 700 mil, um abrigo de ônibus e reforma de quadra por R$ 400 mil, e reforma/ampliação
de um abrigo para menores por R$ 1,8 milhão.
Esses
valores estão distribuídos em dois blocos: R$ 2.500.000,00 em compensação
social direta, e R$ 4.900.000,00 para compensação urbanística antecipada pelo
condomínio que a cooperativa está construindo no bairro Jd Salete. Estão
reservados R$ 2.708.087,15 em fundo de contigência para custear eventuais
custos adicionais das obras de compensação urbanística.
Com
esta adesão, o prefeito Bogalho “deverá peticionar nos
autos, pugnando pela desistência do recurso interposto [na ação civil pública contra
a Vida Nova] em razão da celebração deste acordo”, diz o Termo de Ajustamento de Conduta.
O compromisso foi assinado em 10.out.2025; o prefeito o apresentou oficialmente nesta 3ª-feira (10).
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| O processo está em andamento, mas Daniel se comprometeu a desistir do recurso apresentado. |


3 comentários:
R$ 257.073.550,30 alto demais, mas, R$ 10.108.087,15 baixo demais, esquisito demais.
É claro que isso foi um desmembramento e não um desdobro (porque não havia estrutura antes). Muito coerente com quem idealizaou o projeto detonou a qualidade de vida em Taboão, verticalizando excessivamente a cidade com torres que agora afetam até o clima (com a ''desculpa'' de estar trazendo habitação para os taboanenses, o que é duvidável, visto que a população não aumentaria tanto assim. Nem nos tempos das carretonas Scania que passavam na BR a região o clima era tão infernal.
Taboão tem 13.416,81 hab por km² o que a torna MAIS DENSAMENTE POVOADA QUE NOVA YORK (que tem 11,232 hab por km²). Esperem que vai piorar com o projeto do metrô a ser inaugurado.Quem viver, verá.
Marcos V.
O valor tem que ser o real sem benefícios para os lados, TD pelo certo...
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