terça-feira, 7 de abril de 2026

Criança entra em van escolar “errada”, e funcionários da escola não notam

Reações indignadas na rede social
David da Silva

Na tarde desta 2ª-feira (6), uma aluna da Escola Municipal Therezinha Volpato Baro, no bairro Jd Record, Taboão da Serra, não estava lá quando foram buscá-la. “Minha filha de apenas 8 anos simplesmente sumiu de dentro da escola”, relata Stephanye Peres.

A menina tinha ido embora com alguém. “Sem identificação de quem a levou, sem autorização e sem qualquer controle. Por mais de uma hora vivi o desespero absoluto, o pior pesadelo de uma mãe”, relembra.

A Guarda Civil Municipal foi acionada, a mãe ligou para todos os seus contatos. “Ninguém sabia dizer onde estava a minha filha”, diz a mãe.

Ao questionar os funcionários da escola, a mulher teve uma surpresa: “Em vez de acolhimento, houve deboche. Em vez de responsabilidade, tentaram culpar uma criança de 8 anos por não seguir um ‘combinado’. A professora não percebeu a saída da criança. O porteiro não controlou o acesso”, detalha a mãe.

Para piorar, a escola negou acesso às câmeras de segurança, afirma Stephanye.
Depois de longa aflição, fim do mistério.

“Minha filha, vulnerável, entrou por engano em uma perua [escolar] e foi deixada na casa de um desconhecido. Isso poderia ter terminado de uma forma irreparável”, pressagia.

A filha de Stephanye Peres estuda no período das 14h às 18h45.

Ao entrar na van, a menina não foi monitorada pelos responsáveis pela sua segurança.

“Graças a Deus ela foi levada para a minha casa pela avó de uma amiguinha de escola que quis recebê-la. A condutora da van escolar não teve a iniciativa de devolvê-la na escola quando percebeu que tinha uma criança que não é sua passageira de costume”, reclama a munícipe.

A criança não utiliza o transporte por van escolar.

Em conversa com o blog bar&lanches taboão, Stephanye conta que esteve na tarde desta 3ª-feira (7) na Secretaria Municipal de Educação: “Fui recebida pelo responsável pelo jurídico. Foi aberto um processo contra a escola, e isso será resolvido em nome de Jesus”.

O caso teve rápida repercussão na rede social. Postado por volta das 11h30 de hoje, passava de 2.500 cliques, mais de 300 comentários indignados e quase 500 engajamentos.
“Graças a Deus minha filha está em casa em segurança”, acrescenta. “Mas o trauma fica. E poderia ser muito pior”, resume a moradora para quem “este não é apenas um relato. É uma denúncia pública. Que chegue ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público e às autoridades competentes, para apuração rigorosa e responsabilização”.

O blog enviou e-mail ao secretário Luciano Corrêa (Educação) e aguarda resposta.

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