segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Taboão da Serra ainda exporta ladrões de Rolex - IV

Antes que você diga que estou louco repetindo manchete velha (em fevereiro passado fiz outra matéria com este mesmo título), prest’enção no detalhe da chamada. Esta aqui é a Parte Quatro de um longo acompanhamento que faço desde o ano 2007 sobre ladrões de Taboão da Serra especialistas em roubar relógios importados.
Quadrilha de Taboão da Serra estava "fazendo a festa"
em Belo Horizonte (MG). Foto: Divulgação
Foram presos horas atrás, na tarde desta segunda-feira, 15 de dezembro, três bandidos moradores de Taboão da Serra roubando na capital de Minas Gerais.
A quadrilha agia no setor centro-sul de Belo Horizonte. A especialidade do bando são relógios da marca Rolex. Um dos assaltantes apontou o revólver para subtrair o relógio de um motorista parado no cruzamento das avenidas Barão Homem de Melo com Raja Gabaglia. O criminoso fugiu em alta velocidade. Mas a vítima percebeu que o motoqueiro-ladrão estava sendo escoltado por um veículo Santa Fé, e conseguiu anotar a placa. A Rotam (Rondas Táticas Metropolitanas) esquadrinharam a região, e encontraram o carro do bando com dois ocupantes no bairro Estoril. O ladrão motorista estava com o relógio roubado no braço.
No hotel onde o grupo estava hospedado foram encontrados sete relógios Rolex, além de um revólver e dinheiro.
Segundo o tenente PM Josemir Rocha de Andrade, “a estratégia dos bandidos era sempre a mesma. Os indivíduos que estão no carro ficam dando voltas pelos bairros até identificar os motoristas ou passageiros com os relógios. Depois, acionam o motociclista que está próximo e este realiza o roubo. O relógio é repassado depois do trajeto para o chefe da corja que está no veículo”.
A identidade dos presos não foi divulgada para não atrapalhar as investigações. A polícia agora quer localizar e prender quem comprava os Rolex roubados pela quadrilha taboanense.

Ladrão tipo exportação
A matéria a que me referi na primeira linha desta postagem, foi publicada aqui no começo do ano. No dia 26 de fevereiro último um homem foi preso em Sorocaba (SP), a 95 quilômetros da capital. Seu nome também foi mantido em sigilo. Sim, ele também é morador de Taboão da Serra. E sim, também é graduado no roubo de Rolex.
Sempre trepado em sua moto o ladrão agia preferencialmente nas imediações de centros de compras. Ele confessou ter efetuado sete assaltos a motoristas que portavam os relógios importados.
O sujeito com identidade preservada informou aos policiais que um Rolex custa em torno de R$ 30 mil a R$ 40 mil; ele os vende ao receptador por R$ 6 mil cada um.
Caprichoso, o ladrão taboanense montou sua base (residência) no Alto da Boa Vista, bairro nobre, onde fica inclusive a prefeitura de Sorocaba. No esconderijo dele foram recuperados cinco relógios Rolex, revólver e alta soma em dinheiro.
Modesto, o meliante admitiu que recebeu um bom treinamento para reconhecer de longe relógios Rolex.
Outro ladrão residente em Taboão da Serra também se deu mal na capital mineira no final do ano passado. Amanhã, 16 de dezembro, vai fazer exatamente um ano que a PM de Belo Horizonte prendeu o baiano Manuel Raimundo de Abreu Costa, 37 anos. Igualmente perito na arte de roubar Rolex, Manuel, no entanto, cometeu um grande vacilo.
Ele saía todo dia para assaltar dirigindo um carro importado da marca Volkswagen Tinguan, avaliado em R$ 100 mil. A polícia não teve trabalho nenhum para chegar até Manuel. O carrão importado dele aparecia em todos os vídeos nos locais dos assaltos. Todas as investidas eram escoltadas por comparsas em motocicletas.
No hotel onde a quadrilha se amoitava foram encontrados vários documentos de carros e motos. A defesa do preso alega que ele atua no ramo de compra e venda de veículos importados.

Falei pra você que desde 2007 Taboão da Serra é conhecida como “a capital brasileira do Rolex”.
Em 3 de novembro de 2007 foram presos em Curitiba (PR) Alex Rodrigues Osmundo, vulgo Lecão, de 27 anos, e Altair Rogério Ribeiro, 35 anos. A casa deles caiu quando roubaram relógios das marcas Rolex e Cartier de um médico e uma advogada na capital paranaense. Os dois informaram ser moradores de Taboão da Serra.
Naquele mesmo ano de 2007 o caso com maior repercussão foi a “Operação Hora Certa”, montada pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não é só disso que, atualmente Taboão está fabricando. Está esquecendo da politicalha que se instalou na era dos "doutores"? As notícias se espalharam por todos os lados. Todo o mundo ficou sabendo.O tempo das pessoas modestas mas, honestas só vive na lembrança dos mais velhos. Infelizmente cada dia que fica pior. É impressionante a degradação a cada dia que passa . Não se tem segurança em lugar nenhum. O sossego foi embora.