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domingo, 15 de janeiro de 2012

Taboão, as chuvas, e o secretário acostumado

Na vida pública certas pessoas ficam marcadas pelo que disseram. E outras (muitas outras) se estigmatizam pelo que não falaram.
Foi assim com a infeliz Marie Antoinette, última rainha da França, que nunca jamais proferiu a frase “se não têm pão, comam brioches” para os pobres franceses famintos.
Por causa dessa infelicidade impronunciada, cortaram-lhe na guilhotina o belo pescocinho no vigor dos seus 38 louros anos.
Foto: Edu Toledo
E uma dessas típicas ciladas verbais pode ter laçado a língua do secretário Carlos Eduardo de Toledo (foto à dir.), responsável pela Manutenção e Serviços Urbanos da nossa encharcada Taboão da Serra.
Em entrevista ao sempre excelente rádio-repórter Luis Roberto Moura, o secretário teria dito após a forte chuva da última 4ª-feira que a população local “está acostumada com alagamentos”.
Durante o um minuto e 39 segundos da transmissão não ouço Carlos Eduardo usar a palavra “acostumada”. A menos que tenha dito “em off”. Na parte audível da reportagem, o secretário afirma que “os pontos [de alagamentos] que foram atingidos, são os pontos, na verdade, que já são do conhecimento geral. Inclusive dos próprios moradores.” – confira o podcast do Jornal na Net aqui.
O secretário já carrega no lombo as críticas com que foi detonado no satírico CQC, da TV Band, em 2009. Duas enchentes depois, cá está ele de novo na mira da mídia e da ira úmida dos alagados.

Foto: Olho Taboão Serra ( facebook )
Questão de costume?
Acostumado ou não ao flagelo diluviano anual, não há como o povo de Taboão da Serra riscar as enchentes da sua biografia.
É tristemente famosa a foto à esquerda, retratando alagamento na Rua Getúlio Vargas, ao lado do Largo do Taboão, no ano de 1918.
O meu saudoso jornalista Waldemar Gonçalves registrou em seu primeiro livro:
“Em 1911, segundo depoimentos de antigos moradores, a Vila Poá na época de fortes chuvas ficava totalmente alagada. (...) Para atravessar do Largo do Taboão até além do Tanque Velho [imediações do atual piscinão] Benedito Nunes Vieira, o “Nêgo Nunes”, construiu uma balsa usando cartolas vazias de vinho e madeira. Ele cobrava 200 réis e nos dias de chuva chegavam a formar filas de mais de 50 carreiros. “Nêgo Nunes”, já falecido, dizia que o serviço rendia bom dinheiro e ele torcia para chover sempre”.
(Taboão da Serra Sua História Sua Gente – edição do autor, 1994 – página 120)

Nêgo Nunes, como diz o texto, já morreu. Mas deixou em seu lugar os prefeitos que têm nas enchentes a chance líquida e certa de decretar emergências, contratar obras sem licitação, etc. e tal...
De hoje, 15 de janeiro, até 4ª-feira dia 18, há 90% de previsão para chuvas. Com volumes de água em torno de 20mm a 25mm (na 4ª-feira passada choveu 33mm). Pra completar, neste domingão com céu enfarruscado o vento vai zunir em nossas orelhas a 31 km por hora.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

PT arreganha cofre federal para imprensa regional

Com a mania de se dizer perseguido pela “grande imprensa”, o governo federal do PT trata com generosidade de madrinha as mídias regionais pelo Brasilzão afora.
Para cair nas graças da imprensa dos interiores, foi arreganhado o cofre da República.
Na década do ano 2000 a 2010, o número de veículos interioranos de comunicação beneficiados com verba oficial explodiu de 499 para mais de 8 mil.
São hoje exatos 8.327 órgãos regionais de imprensa custeados, bancados, pagos com dinheiro da Presidência da República. A presidente Dilma incorporou mais 233 veículos à lista que herdou de Lula.
Além disto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência diminuiu a obrigação de ter população mínima de 18 mil para uma cidade ter sua mídia na boca do caixa federal. Hoje se exigem apenas 15 mil habitantes. Pensa que acabou? O governo federal do PT vai baixar a exigência para 10 mil moradores...

Cofre sem tranca
A generosidade do governo central hoje com a imprensa regional escoa recursos para 4.085 emissoras de rádio. É a mídia favorita da dona Dilma, onde ela adora dar entrevistas. Depois vêm 2.362 jornais impressos, 674 portais da internet, 671 revistas e 484 emissoras regionais de TV.
No ano 2000, a Presidência da República e todos os Ministérios juntos gastavam 198 milhões em propaganda. Em 2010, a despesa chegou a R$ 472 milhões.
Não foi à toa que no início desse mês de dezembro a ADI (Associação dos Diários dos Interiores, que congrega 380 jornais diários regionais com cerca de 20 milhões de exemplares) armou seu primeiro congressozinho. O salão da conferência estava obviamente decorado com estrelinhas vermelhas do PT. E os convivas defendendo o projeto de controle da imprensa pregado pelos petistas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Carniça requentada

Sazonalmente, a cada início de corrida eleitoral, evilasistas e fernandistas jogam-se lixo na cara uns dos outros. E a imundície se espalha pelos jornais, sites, folhetos, blogs e até pasquins-fantasmas.
A mais nova temporada de “caça ao lixo” recomeçou dia 6 de outubro, com a publicação de Nely Rossany segundo a qual o ex-prefeito poderia ser condenado à devolução de quantia milionária por contratação irregular de empresa coletora de lixo. O tucano regurgitou a “denúncia”.
O bar & lanches taboão tocou neste assunto fedorento desde o já longínquo mês de setembro de 2007 – veja aqui e também aqui
No quesito limpeza urbana, atual prefeito e ex-prefeito agiram pelo mesmo software. Em 1997, recém-eleito Fernandes rompeu com a Enterpa, contratou a Equipav, acusado de vícios de favorecimento e falta de concorrência pública. Em 2005, recém-eleito Evilásio rompeu com a Equipav, contratou a Viva Ambiental sob as mesmas acusações do antecessor.
Como diz a sabedoria popular: “só mudou a mosca; a m... é a mesma.”

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jornal de vereador tem “impressões digitais” da Prefeitura

O vereador José Valdevan de Jesus Santos, o Valdevan Noventa distribui, desde o último final de semana, uma publicação intitulada “Jornal do PDT – Taboão da Serra”.
A publicação é datada como "Edição Especial - Ano 1 - Nº 01 - setembro/2011".


O tablóide de quatro páginas segue a linha dos recentes pronunciamentos do vereador na Câmara local, e perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo. O político alega ser “sistematicamente atacado em investigações policiais que nada comprovam”.
Segundo o parlamentar, “seu caçador implacável atende por nome, sobrenome e função: Ivan Jerônimo da Silva, investigador da Polícia Seccional do município [de Taboão da Serra]”.

Identificação
O jornal não contém expediente com nome de jornalista-responsável, gráfica onde foi impresso, nem quantidade de exemplares.
A publicação, por ser atribuída a partido político, não traz nomes do Diretório Municipal do PDT taboanense.
Também não são mencionados os contatos de Valdevan Noventa como fone do seu gabinete, e-mail, site da Câmara ou seus perfis no Twitter e no Facebook.
Na coluna “Denuncie”  o leitor é conclamado a comunicar “desvio de conduta de setores da polícia em Taboão da Serra” à Prefeitura Municipal.
A suspeita de envolvimento direto da Comunicação da prefeitura na produção do tablóide é reforçada pelo uso do pronome possessivo na citação ao endereço da Administração na Internet como “nosso site“.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Vê só...

O jornalista Eduardo Toledo anuncia no seu twitter que vai ao ar amanhã um novo blog no site O Taboanense. O título é A História em Fotos.
Um dos registros de época é o Desfile de 7 de Setembro do ano 1999.
E lá estou eu em uma das imagens, à esquerda da foto abaixo, quase escapulindo da lente do cronista visual.
Foto: Eduardo Toledo - 07.set.1999

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Polícia investiga contrato da Prefeitura com agência de publicidade

A Polícia Civil recolheu na manhã desta 4ª-feira, 6 de julho, documentos e computadores em busca de provas de atividades fraudulentas entre agências de publicidade e prefeituras municipais.
Por enquanto esta notícia se refere à Polícia gaúcha
Mas é forte nos bastidores políticos locais o rumor de que há algo de estranho na Secretaria de Comunicações da Prefeitura de Taboão da Serra.
A coisa ficará séria quando o Ministério Público entrar no caso.
Enquanto isto, vereadores da Comissão de Inquérito fazem "gentis prospecções" sobre a imprensa oficial do município, “como juega el gato maula con el misero ratón”.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pasquim taboanense é condenado por crime contra a honra

Foto: Thiago Neme | Gazeta SP
A juíza Carolina Conti Reed, do Juizado Especial Cível e Criminal de Taboão da Serra, condenou Jurivaldo José de Souza (foto à direita) ao pagamento de R$ 15.000,00 por crime contra a honra da deputada Analice Fernandes.
Jurivaldo assina como “responsável” por dois “jornais” (Folha do Taboão e Notícias Taboanenses) utilizados pelo grupo político do prefeito Evilásio Farias.
Na semana passada, Jurivaldo foi contar mentiras na Comissão de Inquérito da Câmara Municipal de Taboão da Serra.

Leia mais dentro de instantes.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Juízas de Taboão da Serra serão indenizadas por danos morais

Tá aqui um assunto mais interessante do que saber se o vereador Macário gaguejou ou se lhe cairam gotas de suor da testa na sua primeira sessão como presidente da nossa Câmara Municipal.
(como diz o político Maruzan Corado: já houve tempo em Taboão da Serra em que até o jornalismo chapa branca era melhor elaborado...)
Direto ao assunto:
As três juízas do Fórum de Taboão da Serra vão receber indenização de R$ 200 mil do jornalista Mauro Chaves, e mais R$ 55 mil do jornal O Estado de São Paulo, onde Mauro Chaves trabalha. O valor será dividido entre as magistradas Flávia Castellar Olivério, Daniela Cláudia Herrera Ximenes e Ediliz Claro de Vicente Reginato. A sentença foi dada ontem (03.fev.) pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. Cabe recurso.
Mauro Chaves publicou em 25 de novembro de 2006 um artigo onde acusava as três juízas do Fórum taboanense de fazerem “verdadeiro revezamento de faltas, uma sumindo uma semana e passando despachos para outra, que também some", afirmou na coluna Espaço Aberto, página A2 do Estadão.
Para a turma da 4ª Câmara do Direito Privado do TJ, Mauro Chaves abusou da sua condição de escrever em jornal de repercussão mundial para atacar as juízas da nossa Comarca. Além disto, os “capas-pretas” apontam que Mauro Chaves, que também é advogado, cometeu “o pior pecado de um jornalista”. Ele escreveu movido por interesses particulares. A imobiliária da qual Mauro Chaves é sócio movia ação de despejo contra uma firma de tintas em Taboão da Serra. A morosidade do processo – de nº. 387/2006 - emputeceu o jornalista que se valeu da profissão para ferir a honra das nossas três juízas.

Reportagem sobre as reais condições de funcionamento do nosso Fórum daria mais prazer aos jornalistas e aos leitores locais, do que publicar se tal vereador está com tosse ou se aquel’outro arrancou um dente...
Verdade ou mentira? Jornalista acusa juízas de Taboão da Serra de darem o cano no trabalho.
Foto: Google Street View

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Prêmio Azevedo Gondim de Jornalismo

Azevedo Gondim, personagem do livro São Bernardo, de Graciliano Ramos, é descrito como “periodista de boa índole, que escreve o que lhe mandam”.
Muito justo o seu nome para premiar jornalistas de Taboão da Serra que emprestam seus dedos aos inquilinos do poder.
Nesta primeira edição, o Prêmio Azevedo Gondim de Jornalismo vai para a mentira travestida de “release” dizendo que a Prefeitura de Taboão da Serra vai arrepiar pra cima dos botecos, “a exemplo do bar que realizava bailes funk no Jardim Record”.
Cascata descarada. Falsidade patrocinada pelo cofre público. Não foi a Prefeitura quem fechou a sórdida espelunca funkeira do Jardim Record. Nem a Polícia. E muito menos a Guarda Municipal.
Quem detonou aquela vergonha a céu aberto foi a valente jornalista Marici Capitelli, do Jornal da Tarde. Com o risco da própria vida, prestes a seguir o destino trágico de Tim Lopes, Marici Capitelli e o repórter-fotográfico Filipe Araújo se infiltraram naquela baderna por três semanas alternadas.
Os jornalistas atenderam ao apelo desesperado dos moradores, angustiados com a omissão da Polícia e da Prefeitura, que se escondiam por trás do jogo de empurra.
Foi somente depois da publicação da reportagem em um sábado, dia 20 de novembro de 2010, na véspera de mais um festim que Polícia e Prefeitura tomaram vergonha na cara.
Sei que a realidade agora é muito mais violenta que quando Ana Paula Medeiros e eu fazíamos a crônica policial de Taboão da Serra, no início da década de 1990.
Não tô espicaçando nenhum jornalista taboanense a cutucar com caneta curta traficantes municipais. A proximidade é fator de periculosidade.
Mas... se não dá para a rapaziada de hoje “botar a mão na merda”, pelo menos não desmereçam quem levanta o véu podre da incompetência e cumplicidade que infesta nossa cidade.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nazismo em porta de boteco

"O bar mais perto depressa lotou / Malandro junto com trabalhador..." Foto: Assessoria de Imprensa

O prefeito Evilásio, de Taboão da Serra, gosta de dar nomes pomposos a coisas simples, rotineiras, ordinárias, de uma administração municipal. Assim, um reles serviço de recapeamento de rua ganhou o grandiloquente nome de "obra".
Para dar ainda mais ênfase ao feito, organizou um comício na porta de um botequim da Rua 14 de Novembro que margeia a favela Jardim Comunitário, no limite de Taboão e Embu das Artes.
Essas manipulações de linguagem por parte do grupo no poder têm um nome. Propaganda nazista.
O professor doutor Victor Klemperer, mestre universitário em estudo da linguagem, analisou a fundo, de 1933 a 1945, o modo como o governo de Hitler manobrava as palavras para enfiar na cabeça do zé-povinho a ideologia do nazismo e a confiança inabalável na figura do líder.
Hitler era apresentado como se cada gesto seu tivesse o poder de mudar totalmente a vida das pessoas. Cada metro de asfalto era divulgado como se fosse um grande passo da Humanidade, registrou o estudioso nas quase cinco mil páginas d'Os Diários de Victor Klemperer - Testemunho clandestino de um judeu na Alemanha nazista.
Copiando o nazismo, Evilásio manda sua assessoria de imprensa (um karaokê de escribas) espalhar pelos jornais da região que ele trouxe dignidade de vida para aquela comunidade.
“A linguagem de dominação nazista está tão uniforme porque toda a imprensa está sob uma única direção, porque toda palavra do Führer é reproduzida milhões de vezes”, anotou Victor Klemperer.

Babaquice no buteco
Olhe no canto esquerdo da foto lá em cima. O vereador Cido aplaude. Todos estão quietos, atentos. Só Cido agita as mãos.
Vamos trazer Cido aqui pra perto, à nossa esquerda. Para quem ou do quê ele bate palmas, meu deus? Seria para espantar algum viralatas sarnento que foi prestigiar o evento sem ser convidado?

Volte para a foto no alto. Atrás do Evilásio está o vereador Paulo Felix (bigodinho de führer). Fisionomia absorta, perdido em pensamentos. Certamente buscando algo brilhante a falar em evento político tão escabroso. Possivelmente lhe passava pela cabeça: “Já aprontei muita presepada nesta vida. Chamei o Armando Andrade de ladrão, depois dei medalha de honra pra ele. Zoei o Buscarini, depois virei cupincha dele. Disse que Evilásio era o Rato da Prefeitura, hoje sou seu súdito. Mas nunca, nunca mesmo, participei de comício de anúncio de serviço tapa-buracos...”
Num repente: “Eureka! Vou mudar o nome desta bagaça!”.
Ante o olhar atônito da platéia, Felix se explica: “Seguinte. Nós não tâmo tudo unido aqui? Tudo junto e envolvido? Então vamos mudar o nome da Rua 14 de Novembro para Rua da União, pô!”

Não sei quem colocou tal nome ali. Na escola primária me ensinaram que 14 de novembro é Dia do Bandeirante e Dia Nacional da Alfabetização. Hoje velho, propenso a doenças, aprendo com picada na ponta do dedo que é Dia Mundial do Diabetes – data em que nasceu um dos descobridores da insulina.
Toda troca de nome de rua traz aperreio para os moradores. Têm de informar novo enderêço a parentes, bancos, lojas, empregos...
Paulo Felix deveria ter mais respeito pela toponímia. E não querer mudar o nome de uma rua que remete a fatos históricos por causa de um rotineiro servicinho de jogar camada de asfalto frio em via pública.

A escriba se vinga
A mocinha jornalista escalada para registrar a ocorrência naquela tarde chuvosa de comício em porta de butiquim, viu a oportunidade de se vingar dos políticos que a enfiaram naquela pauta filha-da-p...
Entre as garrafas do buteco, Paulo Felix trovejou: “Esse é um momento histórico que vai entrar para a história”.
A garota não perdoou. Anotou cada sílaba da frase insana na reportagem e espalhou por aí.
Vejam esta maravilha de cenário onde o fato se deu

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Vê se pode...

Não seria absurdo se, num relance, no primeiro segundo de um olhar desatento, alguém me confundisse com o sujeito da foto aí à esquerda.
Agora, vê se pode uma pessoa em perfeito juízo, em sua sã consciência, me confundir com o meu amigo Lelê da foto à direita...
Foi isto que fez a senhora Miriam Barcelos, diretora do jornal Gazeta do Taboão. Por pura má-fé esta dona tentou me detonar, mas se meteu numa encrenca, numa confusão dos diabos, numa quizumba.
Volte aqui uma outra hora que eu te conto com calma como foi o caso mais vergonhoso da imprensa de Taboão da Serra.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Saudações, Siqueira!!!

Pela manhã topei com o blog-portfolio do grande artista Anderson Siqueira. Fiquei extremamente comovido. Ele é pessoa muito querida para mim. Estamos distantes hoje em dia, mas sua lembrança sempre me emociona muito.
Fomos parceiros da melhor investida humorística-jornalística já lançada sobre a Câmara de Vereadores de Taboão da Serra. Ali pelos anos 1989 até 1992 editávamos a coluna política da Gazeta do Taboão. Preciso falar com o Siqueira sobre a possibilidade de trazermos pra net o que restou daquela nossa saga.

As historietas eram boladas geralmente no balcão do extinto buteco O Porão, no térreo do prédio devorado pelo estacionamento do Extra. Eu contava a ele o que tinha visto/ouvido na Casa dos Par(a)lamentares, e o endiabrado Anderson Siqueira geralmente já tinha a trama desenhada mal eu terminava de ditar-lhe o roteiro.
A charge em quadrinhos ao lado (click p/ ampliar) é sobre a votação do projeto de empréstimo da Caixa Econômica Federal para canalizar o córrego Joaquim Cachoeira por volta de 1990. Paulo Felix e os ex-vereadores Roberto de Souza e Geuza Ferreira Selin votaram contra. (Esta obra só conseguiu os recursos federais 10 anos depois...) Os outros personagens são os ex-vereadores Pinheirinho (à esquerda), Airton Antunes (à dir.) e no centro o finado Dioclides Francisco dos Santos.

Outros momentos da minha parceria com Anderson Siqueira são contados por ele aqui. Também tivemos passagem gloriosa pelo extinto tablóide Ouro Esporte. Ele também ilustrou reportagem que fiz no ano 2000 com Belchior. Voltarei a falar sobre o cantor amanhã. E sobre o Siqueira muitas outras vezes, dias sem fim.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Investindo muuuuuuuito no Esporte... - Parte 2

No anoitecer da última 6ª-feira, me deslocando de um a outro boteco no Pirajuçara, passei rente ao ginásio de esportes em construção na Estrada Kizaemon Takeuti. A obra está tão atrasada, tão irresponsavelmente fora do prazo que os arbustos já tiveram tempo de crescer até a metade da placa de quase 6m de altura. Estava escuro pra uma boa foto. Lembrei-me do famoso verso do poeta Thiago de Mello: “Faz escuro, mas eu canto.” Emendei: “Tá escuro, tô chapado, mas vou fotografar essa porra assim mesmo!”.

Meu colega de copo e de cruz Marco Pezão registrou, em setembro de 2008, que esta é a segunda placa indicando a mesma obra no mesmo local: “Os caras puseram a primeira placa em 2006 com o nome de Ginásio de Esportes do Parque São Joaquim. Dois anos depois colocaram esta outra placa, mudando o nome para Ginásio Poliesportivo do Jardim Pirajussara”. A placa indica o prazo de 360 dias para a entrega do serviço. Mas sacanamente não aponta a data de início da construção. Além de estuprar a toponímia: ali não é Jardim Pirajussara – mas isto fica pra outra hora.

Voltemos à obra.

Às 9h36 da manhã de um belo sábado, dia 14 de maio de 2005, Evilásio Farias enganou o repórter Edu Toledo: “Em alguns meses vamos começar a construir o primeiro Ginásio de Esporte do Pirajuçara, onde funcionava a antiga [Administração] regional [do Pirajuçara].” Que ‘alguns meses’ que nada... Só depois de exatamente um ano, às 15h do dia 8 de maio de 2006, foi finalizada a concorrência pública para a construção do tal ginásio esportivo. O preço da obra, digno de acertador da Mega-Sena: R$ R$ 1.862.195,24. Só que os boleiros do Pirajuçara ainda não receberam o prêmio.

Sabe por que botei a Caixa Econômica neste rolo? O secretário de Obras da Prefeitura de Taboão da Serra, Ricardo Rezende, empurrou para a Caixa a culpa pela demora da obra!!! “A greve da Caixa Econômica atrasou a conclusão do serviço”, disse Ricardo, referindo-se à paralisação ocorrida em outubro passado.

Vê só: a obra está atrasada dois anos;a greve da Caixa durou 17 dias. A obra começou em maio de 2006; a greve foi em outubro de 2008. E o distinto não se acanha de cometer falta com uma desculpinha esfiapada dessa... Deveria ganhar outra qualificação além de secretário de obras: secretário de manobras.

Evilásio Farias e Ricardo Rezende esgotaram o tempo regulamentar, e estouraram os acréscimos com esta obra. Dizem que vão inaugurá-la em março deste ano. Que não enrolem mais a torcida pondo a culpa por novo atraso no finado Bush ou em São Pedro.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Um brinde ao Waldemar!

Eu e Waldemar no seu aniversário de 80 anos. Foto: Eduardo Toledo - 1º.fev.2002
Hoje, Dia do Rádio, meu pensamento voa para o tempo feliz quando apresentei, na década de 90, uma revista radiofônica com Waldemar Gonçalves, patrono da imprensa da nossa região (na foto acima contemplando o Largo do Taboão, clicado por José Sudaia).
Enquanto eu dava o noticiário local, Marco Pezão fazia a crônica esportiva e a página poética do programa. Waldemar Gonçalves era não apenas companheiro de estúdio: era um talismã. Quando eu noticiava algum fato ocorrido em determinado bairro, Waldemar ensinava aos ouvintes a história daquele bairro e a origem dos nomes das ruas.

Disse que Waldemar era nosso talismã. Foi ele, na segunda metade dos anos 60, o fundador da primeira e até hoje única emissora de rádio da minha cidade, a extinta Rádio Difusora Litoral Sul. Waldemar era produtor, locutor, repórter político-esportivo-social-policial e o escambáu. E ainda era animador dos programas de auditório.
Esta rádio ficava onde hoje está a Escola Estadual Domingos Mignoni, próximo à Delegacia de Polícia. Quando moleque, fui criado por tios evangélicos, e a emissora democrática de Waldemar tinha microfone para todos. Eu ia lá levar os pedidos de hinos cristãos da minha tia.
A extinção desta rádio foi uma das muitas pedradas que a vida e a mesquinha classe política de Taboão deram no peito forte daquele meu grande querido irmão.
Vocês não imaginam o sorriso de felicidade no rosto do Waldemar quando pedi a ele que me ajudasse a fazer um programa de rádio. Aquele rosto marcado pelos 70 anos de idade iluminou-se feito o de um menino.
Logo mais, quando cair a tarde, vou bater perna lá no Pazzini, bairro onde nasci e Waldemar morou até morrer. Vou ouvir mentalmente Waldemar e o sonoplasta Natalino Tedesco apresentando para mim a edição de hoje de “Tangos e Boleros”...
No Pirajuçara, subúrbio mais populoso de Taboão da Serra tem a Praça Positiva. Foi uma homenagem do ex-prefeito Oswaldo Cesário de Oliveira ao jornal do Waldemar cujo logotipo era um sinal de positivo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Santa balbúrdia, poderoso Batman

Que o prefeito Evilásio mudou a data da Independência do Brasil, eu já sabia.
Mas, eis que pego na banca o jornal do Márcio Cansian, e a manchete diz: Desfile Cívico em Taboão acontecerá no domingo, dia 7.
Repararam na ênfase depois da vírgula? Dia 7, pra não restar dúvida.
Fui ler o release da Prefeitura na página indicada, e a confusão se estabeleceu. A notícia oficial traz no título, e repete no primeiro parágrafo, que o desfile será domingueiro. Já o sub-título e o 5º parágrafo desmentem: a comemoração foi antecipada para o sábado.
O release foi escrito por uma dubladora do karaokê de escribas a serviço do Evilásio. O nome dela não me é estranho. Creio tê-lo visto em um tratado sobre ictiologia, especificamente no capítulo dedicado a certa espécie
caraciforme carnívora. A escriba diz, ainda, que a antecipação do desfile procurou não afetar a feira da Estrada Kizaemon Takeuti. Quanta balbúrdia pra uma só cabecinha! A feira do Pirajuçara foi mudada há quase 8 anos da Kizaemon para a avenida onde hoje se realizam os desfiles...
Para ver a bagunça original, leia com moderação: As notas da assessoria de imprensa de Evilásio deveriam circular com a tarja: A Secretaria Municipal de Saúde adverte: esta informação pode causar transtornos públicos.

domingo, 31 de agosto de 2008

Tá explicado...

Tinha um impresso vadio rolando ao vento no meu portão, hoje pela manhã. Era o jornal Os Municípios, sentando a lenha em um político da oposição em Taboão. A manchete da capa trazia um assunto requentado – um medíocre capítulo a mais na guerra suja de jornais e manipulação das massas pela propaganda política, que já profetizamos neste boteco imaginário em 19 de setembro de 2007.
No expediente deste periódico que já foi inimigo do prefeito Evilásio, consta como dono Adalberto Franco. O nome não me soou estranho. Fui ao banheiro e, usando a água da privada como oráculo, veio-me a seguinte revelação:
Adalberto Franco é cargo de confiança de Evilásio, nomeado em 3 de março de 2008 como supervisor de orientação profissional na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Pra saber quanto ele morde por mês, volte amanhã.
Revirando um pouco mais na água suja da latrina, outra descoberta: este rapaz já tentou se candidatar a vereador em 2004 (
a Justiça Eleitoral o mandou à merda).

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quizumba no pombal

Bateu forte aqui no balcão a trêta (desculpem a linguagem, mas o termo é adequado ao assunto) entre o jornalista Mário Aparecido de Souza e o comando da imprensa do prefeito Evilásio Farias. Desde setembro de 2007 freqüentadores do nosso boteco já estavam de olho nesta camarilha.
Nos últimos 4 anos, Mário Aparecido deixou-se usar prazerosamente pelos evilasistas, alugando seu jornal Folha do Pirajuçara (que também circula sob o codinome Folha do Taboão) para disparar contra o ex-prefeito Fernando Fernandes uma série intermitente de denúncias. Como ele gosta de confusão, foi o esculhambador-geral do município a serviço da patota de Evilásio. Resultado: está com mais processos nas costas do que pereba em bunda de bruxa.
Pra complicar, o rapaz (que obteve 168 votos na candidatura a vereador em 2004) está com a saúde escangalhada pela diabetes, com perda da visão, etc. Seu amparo jurídico é temerário. O jornal está sem enderêço fixo...
Por isto Mário Aparecido avisou os evilasistas: “Não autorizo mais o uso de meu jornal”. Mesmo assim, o comitê pela reeleição de Evilásio mandou imprimir um novo ataque, como se Mário Aparecido ainda mantivesse o concubinato.
O jornalista registrou boletim de ocorrência policial contra seus ex-colegas de tramóias. Vamos ver que bicho vai dar...
Por falar em bicho, no último 24 de junho de 2008, houve uma audiência sobre o processo por
crime eleitoral cometido em parceria por Mário Aparecido e Mário de Freitas. O número do recurso cível é 26.855. Não custa arriscar no gato...

ATUALIZAÇÃO - 10/08: É a seguinte, a argumentação malandra dos envolvidos neste escândalo: segundo nota na edição de 9 de agosto, Mário Aparecido não sabia do conteúdo da edição nº 232 da Folha do Taboão por mancada da redação: “a falha aconteceu dentro da redação e por isso [Mário Aparecido] não foi informado”. A nota tosca ainda alega que: 1) O jornal era de Mário Aparecido, mas uma outra empresa é quem o publicava mediante contrato que “permite que a empresa parceira faça o jornal na sua totalidade”, mas o rapaz continuava assinado como jornalista responsável. 2) Depois do alvoroço, Mário Aparecido teria pedido desculpas à responsável pelo jornal, e retirado a queixa na Polícia (?!?!).
Ainda na mesma edição, informa-se que “Folha do Taboão passa a partir desse número a pertencer a Pix Digital Mídia Publicidade Ltda.” Até aí, tudo bem, por que os pobres jornais do Mário Aparecido viviam mudando de endereço; chegou mesmo a ficar refugiado no diretório de um partido político. Agora, pelo menos, o jornaleco vai morar na pomposa Torre Passarelli (ao lado), lá em Vila Suzana (neste trecho da nossa postagem, o rádio toca o samba “me engana que eu gosto”).
Se o jornal passa a ser da tal empresa “a partir desse número”, significa que neste rolo todo rolou uma graninha. Por isto é que advogados criminalistas ficam ricos...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Evilásio Farias e a arte de premiar detratores

Dois donos de jornais de Taboão da Serra descobriram uma maneira de ganhar cargos com altos salários na Prefeitura local. Se você pensa que tais jornais prestaram relevantes serviços à municipalidade, mude de idéia.
A especialidade daqueles periódicos era descer o cacete, sentar a lenha, arriar o porrete, meter o pau no prefeito Evilásio Farias.
Mirian Barcellos, da Gazeta do Taboão, promoveu durante todo o ano de 2004, intensa campanha contra a eleição de Evilásio. “Ele não mora em Taboão, mora no Morumbi”, era a manchete recorrente do semanário. Quando se cansava de expor em tamanho grande a foto do prédio onde Evilásio morava, Mirian Barcellos sacava uma denúncia grave, de natureza policial. “Evilásio é cúmplice em crime de aborto”, estampava o jornal sobre o
processo por falso testemunho onde Evilásio é acusado de mentir à Justiça para proteger um colega médico aborteiro.
Por esta atitude ofensiva contra Evilásio, Mirian foi recompensada com o cargo de diretora da Unidade Básica de Saúde do Jd Santa Cecília e do Jd Leme/Sílvio Sampaio. Nas reuniões com usuários, ela sempre principia: “Olha, gente. Eu não tenho nada a ver com a área da Saúde. Sou jornalista. Mas, ...” e desanda a desfiar um rosário que não cabe dentro deste boteco.
Mário de Freitas, do Jornal Hoje em Taboão, não deu trégua a Evilásio no início de seu mandato. Nas reportagens sobre as enchentes que assolaram Taboão da Serra no primeiro semestre de 2005, o jornal tinha especial prazer em fazer manchetes com desabafos de moradores, onde o prefeito era invariavelmente taxado de mentiroso e incompetente. O jornal Hoje em Taboão também patrocinou uma campanha para que Evilásio revelasse os nomes e os salários de todos os funcionários contratados sem concurso, para cargos de confiança pessoal do prefeito.
Como prêmio pela perseguição, Evilásio deu a Mário de Freitas a direção da sua assessoria de imprensa.
A contratação do antigo desafeto rende críticas a Evilásio. No site
O Taboanense, internautas de Taboão da Serra metem bronca: “esse mario é muito cara de pau me lembro muito bem a pouco tempo atrás o cidadão era inimigo do vivi, descia a lenha sem dó em seu jornal, quando acessorava os perueiros então queria ver o capeta mais não queria ver o prefeito, agora ta até no comando, vai entender, quem é mais sem vergonha na historia !!!!!!! - kiko, saporito, kikodigital@uol.com.br”. “Esse mario de freitas descia o cacete no prefeito e agora esta do lado dele e porque ? porque simplesmente o prefeito com o uso do dinheiro publico que é nosso comprou esse jornalista. Ele deveria ser banido do jornalismo... - Joao Santos, Jd. America, j.santosch@yahoo-groups.com”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Muié macho, sim sinhô???

A deputada Analice Fernandes subiu o tom de voz no bate-boca que vem tendo com o prefeito Evilásio Farias, sobre o fato de Taboão ter perdido uma Faculdade Técnica (Fatec) e uma escola técnica.
O Governo do Estado monta a faculdade e a escola, conquanto o município doe os prédios. Evilásio propôs ceder dois terrenos para José Serra construir a Fatec e a escola. Como isto é fora das regras, Taboão foi eliminado do programa de instalação do benefício.
“A culpa é do Fernando Fernandes e sua mulher Analice”, baliu Evilásio no jornal O Povo.
“Evilásio não passa de um mentiroso”, esturrou a deputada no jornal O Independente.
O prefeito vai levar pra casa esta comida de rabo de uma mulher?
Terá a deputada descoberto o seu dom de descer o sarrafo em um cabra da peste?
Não percam nas próximas horas, nas bancas de jornais.

Evangelho São Mateus, 6:24

Reparem nas palavras do jornalista Bruno Anderson, em recente matéria:

Jornal O Povo – edição nº 39, 24.nov.2007 – pág. 5

Freqüentadores do blog afirmam: “Todas as vezes que veio o rapaz fazer reportagem com a gente aqui da rua, ele veio no carro da prefeitura”.
Na campanha eleitoral, Evilásio Farias condenou a convivência promíscua do ex-prefeito Fernando Fernandes com o jornal O Independente.

Estaria o jovem Bruno forçado a pecar contra o que diz a Bíblia, e obrigado a servir a dois senhores: o prefeito e o dono do jornal?

Charada fácil de resolver...