terça-feira, 20 de outubro de 2015

Escritor morto em Taboão da Serra tem texto adaptado para teatro

O escritor Tico em seu segundo trabalho
O autor em sua casa no Jd das Palmas - Foto: TV Globo
Ninguém pode explicar com certeza o que passou na cabeça dele naquela hora.
Certo é sábado a estreia duma peça teatral com base em texto do escritor Tico.
Nos próximos dias 24 e 25 de outubro, e 21 e 22 de novembro, o CITA (Centro de Integração de Todas as Artes, no Largo do Campo Limpo, zona sul da capital São Paulo) vai apresentar As Núpcias do Escorpião, adaptação do conto homônimo de Francisco Pinto de Campos Neto, o Tico.
O autor morreu aos 57 anos de idade vítima de atropelamento no último dia 14 de outubro, em Taboão da Serra. Há quem diga que ele caminhou resoluto em direção aos carros na BR-116, às 9h20 da manhã da 4ª-feira passada.
Ninguém pode explicar o que passou na cabeça dele naquela hora.
Certo é que Tico deixou dois livros de contos publicados (Elas etc. [lançado em 2006] e As Núpcias do Escorpião [2012]), e duas obras inéditas - um romance (Árida Ordenha) e um espetáculo teatral (Os Filhos do Nosso Ventre). Era dono da escrita mais vigorosa da zona sul paulistana.
Tico era nascido e criado no bairro Jardim Umarizal, no limite dos municípios de São Paulo, onde vivia, e Taboão da Serra, onde tinha amigos e morou por breve tempo.
Foi aluno do Colégio Estadual Taboão da Serra (atual E.E. Antonio Inácio Maciel, no Jd Maria Rosa).
O que Tico fazia no lugar onde morreu na 4ª-feira?
Recaída do vício do álcool e outras drogas das quais o julgávamos recuperado?
Alguma nova desilusão?
Ninguém pode explicar com certeza.

Morador da Rua Jarbas Ribeiro Oliveira, nº. 66, travessa da Estrada dos Mirandas, Jardim das Palmas, o escritor Tico, ex-morador de ruas, tem sua morada definitiva na Avenida Lacerda Franco, nº. 2084, travessa da Avenida Lins de Vasconcelos, no Cemitério Vila Mariana, onde sepultou muita gente na sua ocupação de coveiro.

Acho idiota o epíteto coveiro-escritor. Tico era um escritor que estava por uns tempos literalmente cavando seu sustento em um cemitério. Nada além.
Como jogada de marketing, o ofício de coveiro poderia até render (e rendeu) alguma exposição exótica ao finado escritor. Mas Tico não viajava nesta ideia tosca. 
Foi página de jornalões tipo Folha de São Paulo, em revista da Editora Abril, e reportagens na TV Globo e TV Record.
Publiquei matéria sobre Tico em junho de 2014 nesse nosso blog bar&lanches taboão.
Quando trabalhou no Cemitério da Consolação enterrou burgueses como Ruy Mesquita, dono do jornal Estadão, a mãe do senador Eduardo Suplicy, e o ator Paulo Goulart. Mas não gostava dessa fama efêmera.

A sina da caneta
O desejo de viver de literatura foi sonho de infância.
O “estalo de Vieira” (súbita miraculosa compreensão de fatos e da capacidade de escrever, derivada do padre Antonio Vieira, grande escritor e sermonista jesuíta) lhe veio numa incerta tarde de chuva. Por volta dos 12 ou 13 anos de idade, impedido por um temporal, Tico não pôde ir à escola. Refém da tarde chuvosa fincou-se na leitura de uma coletânea de textos de autores famosos tipo Clarice Lispector, Machado de Assis, José de Alencar, Bernardo Guimarães, e outros. “Senti que eu também poderia escrever”, relatou.
O filho de Tico, o agora mestre em Letras Gabriel Alves de Campos, herdou o DNA literário do pai. Sua dissertação de mestrado na USP teve como tema Cultura na trincheira: literatura marginal e o chão da fricção.
Por todo o tempo em que Tico perambulou dormindo nas ruas ou em albergues, perdeu muitas coisas. Mas jamais largava suas canetas e lápis, blocos de anotações e a boa e antiga máquina portátil de escrever. Sempre fazia seus textos à mão. Só depois de prontos passava a limpo na máquina. A adesão ao computador ocorreu só nos últimos meses de vida.

Velha infância
Filho de motorista de ônibus e empregada doméstica, ambos falecidos, uma das lembranças mais carinhosas que Tico carregou pela vida inteira foi a infância no Jardim Umarizal, região do Campo Limpo, limite de São Paulo com Taboão da Serra. 
“A gente era pobre em termos materiais, mas não tinha miséria. Éramos ricos em felicidade.  Meu avô foi dono de um sítio no Campo Limpo. 
Lembro do papagaio e do cachorro. Aquele menino que eu era sempre carreguei comigo. Era quem me mantinha nos momentos mais difíceis. O menino que eu fui é quem me dava força”, dizia Tico.

A brecha para o precipício
Há um hiato na biografia de Tico onde ele, dos 14 anos como office-boy e servente de pedreiro, vai morar aos 21 anos no bloco F CRUSP ( Centro Residencial da USP). 
Um ano depois é admitido no curso de Letras daquela universidade. Neste período trabalhou como revisor de textos da revista Veja, na Gazeta de Pinheiros e no jornal Leia Livros. No 3º ano abandonou o curso.
Em 11 de março de 1984 nasceu seu filho Gabriel. Logo se divorcia, e começa seu périplo como morador de ruas e albergues. A dependência do álcool e drogas pesadas como cocaína e LSD são seu calvário.
O sinal de alerta veio aos 34 anos. Numa crise de abstinência, Tico tomou duas talagadas de álcool Zulu em copos de requeijão, e saiu pelos botecos, pra continuar a encher ainda mais a cara. Procurou socorro com seu irmão, que o internou em uma clínica de recuperação no norte do Paraná. “O chefe da clínica não sabia nada de dependentes químicos. Cheirou uma ou duas carreiras de pó, e já se achava. A clínica era bonita. Uma fazenda linda. Mas toda militaresca. Obrigavam a gente a capinar o tempo todo. Inclusive em um charco cheio de sanguessugas”, relatou Tico.
Na madrugada em que fugiu da clínica, Tico vendeu o par de tênis na rodoviária, em troca da passagem para São Paulo.
De novo as ruas, a cocaína e a cachaça.
Por mais de 20 vezes esteve internado em manicômios. O tratamento cruel sempre o impelia a fugas. “Certa vez fiquei amarrado por 40 horas numa cama. Fazia as necessidades na roupa. Tinha vertigens e fome e sede. Só muito de vez em quando enfiavam uma colherada de sopa na minha boca”, lembrava.
Maldade pura.
A luta contra a internação de dependentes químicos valeu a Tico o Prêmio Carrano da Luta Antimanicomial e Direitos Humanos, em 2013, por seu livro As Núpcias do Escorpião. Os personagens eram alter-egos do próprio escritor em suas vias crucis pelas clínicas de falsas recuperações.

A promessa das letras
Por alguns dos desvãos do destino, Tico teve um de seus textos publicados pela revista Caros Amigos, numa coletânea editada pelo escritor Ferrés. Com a ajuda de amigos publicou seu primeiro volume, intitulado Elas etc. “Não vendeu nada”, brincava Tico.
Numa de suas perambulações, enquanto se amoitava no Parque da Água Branca, zona oeste da capital São Paulo, encontrou um amigo. “O Luiz, a quem chamávamos ChicoLu, ficou assustado em me ver naquela situação. Me levou pra casa dele. Eu só tinha pedido um banho, um rango, e uma noite de dormida. Mas ele me reservou um quarto na casa dele”, contou Tico. Dois meses depois, ChicoLu propôs comprar um terreno na divisa do litoral de SP e Rio de Janeiro.
Por um ano Tico morou no paraíso a que ele chamava Sertão Ubatumirim. Lá, em um ranchinho rupestre, com fogão de lenha e lamparina, Tico escreveu As Núpcias de Escorpião. “Cheguei a ficar mais de 20 dias sem escutar voz humana. Foi importante para eu construir os personagens”.
Neste entremeio, Tico também fez o prefácio de uma coletânea de autores caiçaras da região de Parati.
Ciente de seu potencial literário, Tico desejou um autor para prefaciar seu novo livro. E foi procurar um tal de Binho, na região do Campo Limpo.
Tico em Taboão da Serra, durante um
Sarau do Binho, no Teatro Clariô

Foto: JC Sena

Salvo pelo Sarau
“Na época que procurei o Binho, em 2012, eu já tava de volta a SP. Vesti uma camiseta melhorzinha, tomei um banho no albergue, e fui falar com ele”, contou Tico.
Binho não só aceitou escrever a orelha do livro de Tico, como o acolheu em sua casa por seis meses.
Além das sessões de autógrafos em conjunto com uma antologia de frequentadores do Sarau que leva seu nome, Binho encaminhou Tico para a Agência Solano Trindade, coletivo que patrocina autores periféricos.
A tiragem inicial de 500 exemplares saltou para 2 mil cópias, com direito a um aval de Zé do Caixão, apelido do cineasta José Mojica Marins. “Numa escala em que só Edgar Allan Poe leva nota 10, eu dou ao Tico nota 8,5” vaticinou o soturno Zé do Caixão.

Bacilo de Bakunin
Numa incerta tarde do ano 2012, Tico tirava um cochilo em um parque público do bairro Barra Funda, zona oeste de SP, quando foi acordado pelos vigias. O parque ia fechar. “Fui ao bebedouro molhar a garganta antes de sair. Enquanto tomava água vi ao lado do bebedouro um cartaz onde se lia contratação para motoristas e sepultadores do Serviço Funerário. Pedi R$ 10,00 reais emprestados do meu filho, e fiz inscrição para o concurso de coveiro”, contou Tico.
No Diário Oficial do Município de 18 de abril de 2012, sob o registro funcional número 4071/2, Tico tinha uma identidade como servidor público.

Com o dinheiro doado por amigos, Tico já tinha residência fixa e comprovante de endereço – frutos do primeiro livro. O Sarau do Binho já estava na retaguarda da nova fase de vida.
Porém (e como dizia Plínio Marcos, sempre tem um porém...) Tico não gostava muito de obedecer ordens.
No emprego de coveiro, destarte a estabilidade, Tico embirrava com uma mania dos chefes. Eles não gostavam de ver funcionários parados. Enquanto não tinha corpos para sepultar, mandavam os coveiros ajudar na limpeza do cemitério. “Varredor não faz covas, e coveiro não varre”, dizia Tico aos colegas. Era o espírito anarquista de Bakunin que não dava trégua em suas entranhas.
Se isto foi a causa de sua transferência do Cemitério da Consolação para o Cemitério Vila Mariana, não sei.
Na manhã em que faleceu atropelado, Tico não tinha ido trabalhar.

Como escritor que conheci aqui na região limítrofe entre Campo Limpo/Taboão da Serra, Tico era o único que me dava o prazer de recorrer ao dicionário, tão vasto o seu vocabulário.
Como intérprete de almas retorcidas, ninguém se iguala a ele.
Tico com o professor Rubens Santos

O Coletivo Cinefusão tem pronta uma adaptação cinematográfica de textos do Tico. O material filmado com o finado autor é tão vasto, que renderá um documentário de longa-metragem sobre sua vida.
O professor Rubens Santos foi um dos amigos mais próximos de Tico nos últimos tempos. “Fui com ele em um seminário no Rio de Janeiro em 2014. Também estive com o Tico em Itaperuna (RJ) em agosto último. Na Escola Estadual Domingos Mignoni, Taboão da Serra, no primeiro semestre de 2015 o Tico deu uma palestra riquíssima para alunos do EJA (educação para jovens e adultos). De todos os que escrevem sobre a temática da dor da periferia, sem dúvida ele era o mais qualificado”, lembra Rubens Santos com emoção.

Síndrome de João Antonio
Um dos maiores ídolos literários do Tico era o escritor e jornalista João Antonio. É deste autor a recomendação: “A sociedade tem obrigação de proteger o artista dos seus próprios vícios”.

Leitor devoto de Dostoievski, Tico gostava de dizer:
"Se for possível tirar alguma conclusão sobre a morte, é que o fato de termos consciência do nosso fim é uma razão das mais fortes para apreciar a Vida."

Ninguém pode explicar com certeza o que passou na cabeça dele naquela hora.
Certo é sábado a estreia duma peça teatral com base em texto do escritor Tico.

-- Abaixo do cartaz da peça teatral, leia como humilde brinde deste blog bar & lanches taboão, um dos textos do Tico:

A primavera atrás do muro

"Nada tiveste na vida
além de chuva e desejo"
(Lêdo Ivo , O homem e a chuva)

Olhos fincados no chão – a moléstia que o sojigava à cadeira  imobilizava-lhe também tronco e pescoço –, ele enxergava apenas as sombras das andorinhas riscando a terra do quintal,  e escutava acima dos telhados um trinado ou outro no céu sem nuvens. Via também a poeira tênue que o vento rolava pelas suas sandálias. Conquanto ainda sentisse o perfume de alfazema da enfermeira que costumava conduzi-lo ao pátio, já devia estar ali, só, há algum tempo – a cabeça branca ardia no calor da tarde.  Tentou aprumar o corpo, queria ver os pássaros – a primavera pressentida. Desejava vislumbrar a estação no céu, nas árvores, no sol… No entanto, apesar do supremo empenho, logrou apenas soerguer um nada o olhar e deslizar alguns centímetros a cadeira de rodas, aproximando-a do muro dos fundos, de tijolos vermelhos, sem reboco, por cujo rombo na altura do tronco da única árvore ali cultivada – onde mal se distinguiam algumas letras e um coração recortados a canivete – avistou uma criança brincando do outro lado.  Desde quando era assim, a felicidade pra lá do muro? A criança riu. Ele tentou decifrar as letras na árvore.  Uma multidão de sombras lépidas coreografou no solo por instantes e desapareceu. O ladrar de um cão e novos risos infantis. Voltou a olhar os nomes quase apagados no tronco. Uma sirene a reboar dentro de si ­­­– deterioraram-se as cores do arco-íris. Amores deslembrados, a primavera de rastros, espectral, os meninos brincando sempre por detrás do muro – sua solidão, desde quando?
Que fora feito da poesia de antanho, d’antes do desmoronamento das flores que vira nos lábios da mulher, na tarde distante? – lágrimas e pó aluindo tudo que é ternura e beleza. Etiologia da evasão da ventura –  a retirada dos armários de parede da cozinha, encaixotar os livros, desmontar o guarda-roupa, desmoldurar fotografias, desmanchar a cama, secar o filtro, apagar a luz. E não varrer a casa – poeira e pranto imperecíveis no chão de sua alma. Caliça indelével, que nem mesmo o iminente temporal que vinha se armando prestaria jamais para obliterar.
Soou a sirene anunciando o fim das visitas. Onde a vida que precedera a  demolição das quimeras, anterior à sirene? – não esta, à outra, carpindo na madrugada, pungentemente ouvida do interior da ambulância?
 Os primeiros pingos chegaram junto com a enfermeira, cuja presença ele apenas notou pelo recrudescimento da redolência dos cabelos dela, entretido que estava em observar a mudança de matiz que as gotas oblongas de chuva iam lentamente provocando no rubor do muro. Ela já havia manobrado a cadeira e o levava para dentro, quando ainda pôde-se ouvir alguém chamando o moleque.
– Samuca! Samuca… – gritava remota uma voz feminina.
Ele freou a cadeira e, antes de ser recolhido ao quarto, pensou ver (longe, bem longe, binóculo com as extremidades invertidas), através do buraco no muro, como num caleidoscópio, as estações do ano se sucedendo, se embaralhando, indo, voltando, trazendo e levando gente, lugares, memórias, dilúculos, naufrágios, idiossincrasias – a insensata órbita da vida ao redor de seu coração.  E deteve-se na doce cena da mulher iluminada na tarde – imponderável progne de sua existência.
Ela raspava as pernas, sentada no degrau mais baixo da escada. Perto, como se brincasse de carregar de areia um trator de pau, Samuel a observava dissimuladamente.
 Embora um tanto avariado, o cabo de madrepérola do pincel brilhava e refletia o sol das três da tarde, aos movimentos que a mulher fazia para lambuzar de espuma as canelas submersas na bacia raiada de pátina e carcomida nas bordas pela ferrugem. O menino via as unhas vermelhas mergulhando na água tépida e as gotas de alabastro que deslizavam, lentas, coleantes, abrindo caminho por entre as negras farpinhas de pelos, até inundarem os vãos dos dedos, o tornozelo, os calcanhares; algumas, entretanto – para ele sempre  as mais belas –,  trilhando a rota oposta e carregando ínfimas porções de sabão para a misteriosa zona jamais revelada  ao seu olhar.  Às vezes, quando ela corcoveava mais a espinha, uma nesga de teta podia ser rapidamente vislumbrada sob o penhoar.
A lagartixa que saiu lesta duma moita de folhas secas e trepou pela taquara que mantinha as roupas suspensas no varal fê-la gritar. Arrancado daquele alumbramento, o menino levantou-se num pulo e correu para apanhar o pincel que ela, sem querer, atirara na grama.
Ao entregar-lho, teve suas mãos presas nas dela e o corpo tomado pelo calor de um olhar novo. Ela fez uma galhofa acerca do buço que despontava nele e, antes de convidá-lo a ajudá-la na depilação, entreabriu as coxas, sorriu-se-lhe – desabrocho ecumênico – e perguntou, brejeira, se ele  sabia que estava começando a primavera.
Mas um trovão quebrou (de novo) o caleidoscópio. A enfermeira bocejou, pô-lo na cama, fechou a porta e se foi.
Pra cá do muro, ficaram só a chuva, escuridão – e a sirene, a sirene.

8 comentários:

Marcele Bachega disse...

Nossa que história... Arrepiante, emocionante... Só ele e Deus sabem o que passou na cabeça dele naquela hora de atravessar pela br.

Binho disse...

História triste com triste fim. Lamento muito!

Vinicius Alves Ehlers disse...

Tico eterno conosco!!!

Eduardo Toledo disse...

Lindo texto, David.

jacqueline Venturas disse...

Tico mestre Eterno! Foi no Sarau do Binho que conheci a majestosa poesia e escrita do Mestre Tico! ele com toda humildade me autorizou a transformar a poesia escrita na poesia Visual! Tico foi para vc que fizemos!!
O grupo Base 4 - estreia "As Nupcias do escorpião" no Cita!
Bjs Eternos ! Jacqueline Venturas

Anônimo disse...

Conheci ele no cemitério da consolação. Quando preparava uma mobilizaçao doa sepultadores do serviço funerario. Depois fiquei sabendo da transferência para vila mariana. Desde que i conheci pareceu de fato diferenciado. Depois fui saber dele através do trabalho de faculdade de uma uma funcionaria do Sindsep. Muito triste este fim. Tico. Presente

Igor irmão do cemitério consolação disse...

Foi um grande prazer conhece-ló vou sempre te-ló na conta de um dos melhores no que fazia....saudades
Igor
irmão do cemitério consolação

Rosa disse...

Comecei a ler esse texto e não consegui parar, acredito que, quem ouvisse o Tico fazer explanações da vida, iria querer ficar horas conversando com ele... um homem inteligente, com uma vasta história literária e um futuro brilhante como escritor, dá um dó imenso saber que essa pessoa se foi; por que cada pessoa é ímpar no que de melhor sabe fazer. Enfim, que ele esteja em um bom lugar onde a dor não o alcançará mais.