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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Povo da Islândia exige permanência de Jussanam no país

Quem frequenta o blog há mais tempo, já conhece a trajetória da cantora brasileira Jussanam na Islândia. Pra quem está chegando agora, sugiro que leia antes as 14 postagens que fiz sobre ela aqui

Jussanam em entrevista a uma TV-web islandêsa

Tudo ia bem para Jussanam na Islândia, até que seu casamento com um cidadão de lá se dissolveu. As autoridades da Imigração embirraram com a cantora e atriz carioca, negando-lhe vistos de trabalho e de permanência naquele país.
Mexeram num vespeiro. A população islandêsa se mobilizou, e recentemente até lideranças sindicais e políticos da nação têm-se manifestado a favor de que Jussanam continue morando e trabalhando lá.

Apoio moral e financeiro
O que era pra ser um tormento na Terra do Gelo (Iceland – Island) está se transformando num paraíso terrestre na Islândia para Jussanam da Silva.
No dia 30 de agosto passado, Jussanam levou o primeiro impacto. Foi negado seu direito de trabalhar no país. Em 29 de setembro, outra paulada: as autoridades lhe davam 30 dias pra se mandar com sua filha de volta para o Brasil.
A reação popular foi rápida, enérgica. Foi aberta uma página de protesto no Facebook, e também uma petição online que somava 1.077 assinaturas de apoio no momento desta postagem (11h10 de 24.nov.2010).
O Ministério da Justiça interveio favoravelmente à cantora, e suspendeu a negação de visto até a decisão final do caso.
Em 10 de novembro último, uma daquelas novidades de fazer o coração bater feito tambor. A poderosa União dos Trabalhadores de Reykjavik, capital da Islândia, deu apoio financeiro à causa de Jussanam. Alegria pouca é bobagem, e na mesma data o prefeito da cidade entrou na briga: "Ég skora á stjórnvöld að fella niður eða breyta þeim reglum sem þarf svo Jussanam og fleiri séu ekki settir í þessa hræðilegu stöðu" (“Eu desafio o governo a cancelar ou alterar as regras que colocaram Jussanam em condição difícil, e que outras pessoas mais não passem por essa situação terrível!”) pronunciou-se o prefeito Jon Gnarr Kristinsson no Diário Oficial do município, e conclamou os cidadãos a assinarem o manifesto de apoio à artista brasileira.

A sina dos pioneiros
Acho que o funcionário que negou a permanência de Jussanam na Islândia não leu com atenção os documentos da moça. Ela nasceu no bairro do Estácio, subúrbio carioca onde surgiu a primeira escola de samba brasileira, e exaltado pelo imortal Noel Rosa (Nasci no Estácio / fui educada na roda de bamba / sou diplomada na escola de samba / sou independente conforme se vê...”).
Aqui no Brasil, além de cantora, dubladora de filmes e atriz de novela da Globo, Jussanam foi a primeira negra a interpretar no teatro a personagem central de Romeu & Julieta, de Shakespeare.
Trocando o calorão de 40 graus do Rio pela gelada Reykjavík (com zero grau o povo lá vai de camiseta pra rua) Jussanam cantou em bares noturnos, em igreja, em teatros, dentro de uma limousine pra um casal endinheirado, atravessou nevascas pra dar show no norte do país, e foi convidada a se apresentar no Dia da Independência da Islândia.
Não ia ser um carimbo com o sisudo “Não” que ia abalar uma morena dessa...

Como se fosse Mary Popkins...
Além de cantar e encantar nos palcos, Jussanam trabalha (ou melhor: trabalhou por dois anos antes do “se manda!”) numa escola infantil da capital da Islândia. A molecada ficou enfeitiçada com a brasileira que ensina dança, canto e expressão teatral – ela também escreve peças, e no fim do ano passado as crianças encenaram um texto seu. Os pais dos alunos são os mais contundentes em exigir que não se rompa o laço de ternura entre Jussanam e seus pequeninos fãs. “Jussanam tem trabalhado com meus filhos. É uma benção ter uma pessoa tão amável como ela no nosso País”, diz Egill R. Erlendsson.
As declarações a favor de Jussi (seu apelido carinhoso na escola) ganham contorno poético com Nanna Guðbergsdóttir, mãe de uma aluna: “Jussanam é uma verdadeira pérola. Desejo com todo meu coração que ela receba sua permissão de emprego e residência de novo.”
O apoio a Jussi incendeia corações de todas as idades. "Ontem eu fui pegar meu neto em Hlidaskoli e todos ali estavam reclamando sobre esse caso, pais e funcionários. Essa decisão está correta???”, protesta Rannveig Sveinbjörnsdóttir.

... e no entanto é preciso cantar!
Enquanto seu advogado Jóhannes Eiriksson se ocupa das autoridades, Jussanam não deixa de se ocupar com seus amigos músicos.
Seus shows mais recentes têm atenuado o tom intimista da Bossa Nova que a consagrou - ela lançou na Islândia em 2009 um CD só com canções de Tom Jobim. “Hoje em dia estou mais pra blues do que pra jazz; mais pra batucada do que pra banquinho e violão”, diz Jussanam, que incorporou a seu repertório Belchior, Caetano, Clara Nunes e Elis Regina. Canções de protesto em inglês como "Whats going on" de Marvin Gaye, e até uma música islandesa famosíssima que ela própria verteu para o português, abriram passagem em sua garganta, mas, sem perder a suavidade típica de Jussi (gostei desse apelido!).
As casas de espetáculos também cerram fileira ao lado da brasileira. O auditório da Austurbaejarskóli abriu suas portas sem cobrar um tostão da cantora que contou com o auxílio luxuoso do famoso pianista Agnar Már Magnússon e do percussionista africano Cheick Bangoura, de Guiné-Bissau.
No último 31 de outubro Jussanam representou o Brasil no Festival das Nações realizado no oeste da Islândia. “Foi a primeira vez que um brasileiro se apresentou nesse festival”, vibra Jussanam com o orgulho afro-sulamericano de ter sido acompanhada pelo violão do cubano  Juan Alberto Borges e pela percussão de Cheick Bangoura.
Toda essa saga de Jussi pelos palcos da música e pelos corredores do Governo, está sendo filmada por um cineasta local para um documentário.

A rainha dos noticiários 
Ministro da Justiça da Islândia:
"Decisão sairá em breve"
Nas últimas semanas não tem sido preciso ir a shows musicais para ver/ouvir Jussanam. Repórteres de toda a Islândia e de todas as mídias têm apontado suas câmeras e microfones para a mulata que derreteu a terra de Björk.
Recente entrevista de Ögmundur Jónasson, ministro da Justiça, ao diário Morgunbladid deu novo alento ao caso – assista aqui. Sobre o suporte em dinheiro da União dos Trabalhadores veja aqui. Quando a faculdade da filha de Jussanam recusou a rematrícula da menina, também deu bafafá.
E dá-lhe mais Jussanam aqui, aqui, aqui, aqui. Cansou? Lê outro tanto aqui e aqui. Agora chega. Se quiser mais, o Google é pago pra isso...

Se não tivesse essa dor...
A pessoa que fez a des-gentileza de querer espanar Jussanam do mapa da Islândia, pode se considerar bam-bam-bam em cardiologia, porque antes disso ninguém tinha avaliado quanta bondade cabe nos corações do povo daquela ilha do Atlântico Norte.
Talvez o (a) burocrata não contava com o calor humano da população de Reykjavik cujo nome, não por acaso, significa ‘baía fumegante’.

sábado, 29 de agosto de 2015

Jussanam Dejah consolida sua carreira na França

Jussanam chega à Villa Domergue
A cantora brasileira Jussanam Dejah está ampliando seu público na França, onde mora há dois anos. Tem feito vários concertos na costa sul do país, na região paradisíaca de Cannes e Nice.
Sua carreira deslanchou no território francês a partir de junho do ano passado, quando cumpriu extensa temporada de shows em um hotel 5 estrelas. Foram 13 espetáculos em 15 dias no Grand Hyatt Hotel Martinez. “Foi uma maratona. Um passo muito importante na minha vida. Eu trabalhava duro o dia inteiro no meu emprego regular, e à noite ia cantar, por duas semanas sem parar. Realizei meu sonho”, conta.
Antes destas apresentações importantes ela havia cantado em agosto e setembro de 2013 nas cidades de Vallauris e Provence. 
Em outubro daquele ano cantou na Semana do Brasil na Islândia. Jussanam também tem a cidadania islandesa.
Jussanam e David Lisnard, prefeito de Cannes
Viveu naquele país de fevereiro de 2008 até o dia 8 de julho de 2013, quando foi fazer um curso de especialização artística na França, e resolveu ficar por lá.

Em maio de 2015 Jussanam realizou uma boa agenda de espetáculos na Riviera Francesa. E teve a felicidade de receber em sua nova casa, para shows em Valbonne e Cannes, os músicos que a acompanhavam na Islândia.
A relação integral das apresentações de Jussanam na França com lista completa dos músicos, você confere aqui

A guerra dos taxis e coxas ao vento
O mês de junho último teve um toque de aventura na carreira artística de Jussanam.
Contratada para um show com seu trio na Galerie Depardieu, na cidade de Nice, pegou a estrada no carro com sua filha Jaqueline. É um trajeto curto, de 32 quilômetros, que dura menos de 30 minutos. Mas o tráfego estava bloqueado por uma manifestação de taxistas. Assim como tem ocorrido no Brasil, os motoristas de praça franceses estão em guerra aberta contra o aplicativo Uber.
“Eu já estava parada na estrada há duas horas e meia. Não conseguiria chegar a tempo para o meu concerto. Estava tensa”, relata Jussanam. O jeito foi pedir socorro ao seu namorado, para furarem o bloqueio com moto.
“Enquanto meu namorado não chegava fiquei pensando: como é que eu vou na moto com este vestido? Eu já estava com a roupa do show”, lembra.
“A solução foi prender a barra do vestido no alto das minhas coxas para conseguir sentar na moto. Minha filha disse que ficou um pouco chocada com aquela cena (“Essa é a minha mãe!”, ela exclamou rindo). Mas também disse que eu estava muito sexy na moto. Sinto muito, mas não há fotos deste episódio”, conta Jussanam às gargalhadas.

Um dia depois da aventura sobre a moto, Jussanam Dejah cantou na 13ª Conferência do Clube dos Empresários de Cannes. O evento foi presidido pelo prefeito David Lisnard, que é também vice-presidente do Departamento dos Alpes Marítimos. O show foi na luxuosa Villa Domergue, onde são anunciados os vencedores do Festival Internacional de Cinema de Cannes.
Jussanam Dejah na Radio Monaco

Ontem, 6ª-feira 28 de agosto, Jussanam se apresentou no Concert at le Suquet dês Arts, no coração do bairro histórico da cidade. 
O evento foi patrocinado pela Prefeitura de Cannes.
“O prefeito David Lisnard pretende transformar a praia Cannes La Bocca em algo semelhante à praia de Copacabana, do Rio de Janeiro”, conta Jussanam. Ele criou o projeto batizado como BoccaCabana. “Já há grupos de samba com suas dançarinas que começam a tocar por aqui”, diz a cantora.
Certamente, a chegada de Jussanam Dejah a Cannes acendeu um pouco mais este desejo de fundir a natureza calorosa das praias da Costa Azul com a cultura musical brasileira.

Prova do prestígio de Jussanam no sul da França, foi sua entrevista à Radio Monaco, como convidada especial do radialista Jean-Christophe Dimino.
Ouça  aqui

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Jussanam: canção de verão ao som do Mediterrâneo

“She may be the song that summer sings”
(Charles Aznavour)


Jussanam canta na praia particular do Hotel
Martinez, em Cannes. Fotos: Bjorn Olsson





Essa postagem sobre a Jussanam não está aqui agora só porque sim.
Nesta ocasião precisa, dois sólidos motivos empurram-me os dedos de volta ao teclado, para contar pra vocês como vai a vida da cantora e atriz brasileira que foi morar na Islândia em 2008, e hoje está radicada no sul da França.
Terminou nesta 5ª-feira, 26 de junho, há poucas horas, a primeira grande temporada francesa de Jussanam Dejah. 
“Estou realizando um grande sonho. Às vezes nem acredito que estou cantando na praia do Martinez em plena Croisette”, me escreveu a cantora dias atrás. Pr’ocê ter uma ideia da importância do lugar, a referida Croisette é a via pública mais charmosa do planeta. Espreguiçando-se ao longo de 2 km na beira do Mar Mediterrâneo, esta estrada é o endereço do badalado Festival de Cinema de Cannes, no Palais des Festivals et des Congrès (Palácio dos Festivais e dos Congressos). A Wikipédia me conta que ali “é uma das áreas mais luxuosas, caras e sofisticadas do mundo”. É a cobiçada C’Ôte d’Azur dos contos de fadas milionários.
É lá onde a carioca Jussanam Dejah está morando desde 8 de julho de 2013, e fez 13 shows nos últimos 15 dias. 
Jussanam com Jean-Yves Mestre (violão) e Max Miguel
Jussanam chegou a este local para participar de um programa de residência artística representando o Brasil e a Islândia, já que tem dupla cidadania. Era para permanecer somente até setembro do ano passado. Mas resolveu ficar.
Nascida no bairro Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, Jussanam deixou na Islândia uma bela história de amor à arte, determinação e solidariedade humana. 
Quem ainda não sabe toda a saga desta morena para ter seu direito respeitado pelo governo islandês, dá uma espiada aqui
E é justamente este o tal segundo sólido motivo a que me referi na abertura da postagem. 
Há exatos dois anos, em junho de 2011 Jussanam teve expedido o seu título de cidadã da Islândia. 
O Parlamento reconheceu-lhe a cidadania “devido as suas qualidades artísticas, sua contribuição para o enriquecimento da vida cultural islandesa, e sua forte ligação com o povo islandês”.
O escritor argentino Jorge Luis Borges disse que felicidade é estar ao lado da mulher amada na Islândia, debaixo do grande dia imóvel, e repartir o momento presente como se reparte a música e o sabor de uma fruta.
Pierre Palvair (violão) e Eric Prive (bateria) com Jussanam acariciada 
pela brisa do mar Mediterrâneo
Um brinde, pois, à Jussanam, por estes dois anos do seu grande triunfo internacional no coração efervescente da gélida Islândia.

Em 13.mar.2008 Jussanam me mandou e-mail, a respeito daquelas suas então ainda poucas semanas na Islândia: “Conheço outros países como Espanha, França, Alemanha, mas ainda não cantei nesses lugares. Acredito que isso não tardará a ocorrer”.
Tardou quase nada. Agora, além de söngkonan da Islândia, ela é também a “chanteuse bresilienne dans la C’Ôte d’Azur”.


A SAGA EUROPÉIA DE JUSSANAM
·         Fevereiro de 2008 – muda-se para Reykjavik, capital da Islândia
·         2009 – lança seu primeiro CD “Ela é Carioca”, na Islândia
·         2009/2010 – primeiras turnês pela Suécia
·         2011 – obtém o título de Cidadã da Islândia
·         2012 – excursiona por 5 países do Norte da Europa patrocinada pelo Fundo de Cultura Nórdica
·         Novembro de 2012 – lança seu segundo CD “Rio/Reykjavik”, na Islândia
·         Julho de 2013 – muda-se para o sul da França
·         De 12 a 26 de junho de 2014 – primeira grande temporada na França, contratada pelo hotel 5 estrelas Grand Hyatt Hotel Martinez
Jussanam com Jean-Yves Mestre (violão) e Nicolas Castagnola (bateria) na Place Lisnard, cidade de Vallauris, convidada pela organização da tradicional Fete de La Poterie – 10.ago.2013

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Jussanam ganha prêmio internacional de música

Jussanam Dejah: pronta para o mercado mundial da música
A cantora e compositora Jussanam Dejah, brasileira radicada na França, teve o seu samba Amanhã é Carnaval entre as cinco músicas vencedoras no Indaba Sync Featured Artist Contest. Composta em parceria com o islandês Ingvi Thor Kormarksson, a música foi escolhida entre 201 inscritas.
A premiação consiste na inclusão da composição no catálogo do Indaba. “Ser incluída neste catálogo, significa que o Indaba vai apresentar meu trabalho para a indústria internacional da música, para tentar vendê-lo a vários tipos de mídia, incluindo a indústria cinematográfica e o mercado da publicidade. Nunca sabemos o que isso pode dar, mas estou super feliz por ter sido premiada”, comemora Jussanam.
O prêmio também inclui a produção de um vídeo nos Estados Unidos, gravado ao vivo em Nova York. Além da brasileira, o prêmio foi para dois músicos norte-americanos e outro de Cingapura.

Antenada
Antes de morar na França, a carioca Jussanam Dejah viveu na Islândia a partir de fevereiro de 2008. Ela agora mora em Cannes, no sul da França, para onde foi ao ser contemplada com uma bolsa para aperfeiçoamento artístico.
Jussanam teve ampla repercussão na imprensa da Islândia
Antes de sair da Islândia, Jussanam enfrentou e venceu uma árdua batalha para conquistar o título de cidadã daquele país. Sua luta despertou o apoio da classe artística, sindicatos de trabalhadores, políticos e pessoas do povo, e agora ela tem dupla cidadania brasileira-islandesa – veja o link no rodapé da postagem.
Sobre os recentes acontecimentos com o atentado terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo, Jussanam conta: “Eu sempre fui admiradora da França. E agora vivendo aqui posso dizer que realmente continuo apreciando a mentalidade desse povo. Os franceses estão mais preocupados com a segurança, mas a França está também mais unida e orgulhosa de seus valores”. 
A distância de sua casa atual com a sua terra natal não impede Jussanam de ficar com os olhos atentos ao que acontece aqui. “Lamento tudo o que tem acontecido no Brasil em termos políticos, econômicos e as mortes diárias por causa da violência”, diz a cantora. “Uma voz grita dentro de mim. Quem dera um dia eu poder ver meu povo brasileiro unido como vi o povo islandês após a crise em 2008, e agora na França depois desse atentado”.
Sobre os escândalos políticos brasileiros, a irritação de Jussanam entrou em ebulição dias atrás, ao assistir uma entrevista da professora Maria Estela Basso. Doutora em direito internacional, Maria Estela explicou que os empréstimos do governo do PT feitos a Cuba e à Venezuela deveriam ter sido aprovados pela Câmara e o Senado Federal. “Estou longe do Brasil, mas minha indignação cresce a cada dia. E o Congresso Nacional, por que não age? Que desgosto!”.

Ouça Jussanam Dejah no samba premiado Amanhã é Carnaval, com: guitarra: Asgeir Asgeirsson – contrabaixo: Birgir Bragason – bateria: Mathias Hemstock – percussão: Cheick Bangoura. Música de Ingvi Thor Kormarksson. Letra de Jussanam.

Acompanhe Jussanam no facebook
Veja as 23 matérias que já escrevi sobre ela aqui

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tá frio lá fora. Mas ela vai sair para cantar

Em Taboão da Serra hoje fará 32 graus de temperatura. Na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a cantora Jussanam (foto à direita), o calorão vai bater nos 37 graus.

Já na cidade de Reykjavik, capital da Islândia onde Jussanam mora agora, hoje fará frio de três graus negativos. Não se arrepie antes da hora: amanhã o termômetro cai ainda mais (menos 7 graus) preparando uma 3ª-feira geladona com nove graus abaixo de zero.

Pensa que Jussanam liga? Que nada... Ela quer é cantar.

Neste sábado 7 de fevereiro, Jussanam Dejah e o compositor Tómas Einarsson ocupam o palco do Café Rosenberg, um bar com música ao vivo muito famoso na capital islandesa. Apesar de todo o frio que fará fora do bar, será um show caloroso, afetivo, pois foi Tómas quem deu toda a fôrça para Jussanam fazer carreira na Islândia.

Manguinhas de fora

A carreira de Jussanam não está restrita à Islândia. Mesmo a poucos quilômetros do Pólo Norte lotado de gelo, icebergs e tempestades de neve, a cantora está pondo suas manguinhas de fora por outros países da Scandinávia. Nos dias 21, 23 e 24 de janeiro Jussanam apresentou-se em Göteborg, na costa leste da Suécia com o compositor sueco Harald Erici. Este músico é fissurado em música brasileira; em abril de 2008 lançou no Rio de Janeiro o CD Brasilicum e gravou um DVD. “O Harald usa muito bem tudo o que ele conseguiu absorver das suas viagens e pesquisas pelo Brasil”, diz Jussanam, e informa que Brasilicum está indicado ao Manifest Music Awards, principal premio de Música Independente da Suécia.

Durante a temporada sueca, Jussanam descolou um tempo para fazer um tributo a Tom Jobim em 22 de janeiro no Tabla-Museu da Cultura Mundial em Göteborg, escoltada pelo piano de Harald Erici e o saxofone de Bjorn.

Nos três shows com o Brasilicum na Suécia, Jussanam cantou com Maria Rylander – vocal, Harald Erici - piano/keyboard/vocal, Klas Nilsson - trompete/flugelhorn, José Zammel - guitarra/vocal, Christopher Ek - baixo/vocal, e Calle Af Ekenstam – bateria/percussão. No show de encerramento da turnê, houve a participação especial da cantora Ida Olsson.

Povo da Suécia gostou de ver e ouvir Jussanam. Público da cantora cresce pelo norte da Europa.

Para ler tudo o que já se escreveu sobre Jussanam neste boteco, clique aqui

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O som brasileiro da islandesa Jussanam

Foto: acêrvo de Jussanam Dejah

Desde quando a cantora e atriz brasileira Jussanam foi morar na Islândia, eu sempre pedia algum arquivo dela falando no idioma de lá. É uma das línguas mais difíceis da Terra. Mantém traços marcantes do norueguês antigo, dos tempos dos vikings que colonizaram a grande ilha gelada (Iceland).
Em 5 de setembro (um dia importante na minha vida, mas isto eu não vou contar aqui) Jussanam me mandou o áudio da sua primeira entrevista totalmente falada em islandês – ouça.  
Na entrevista Jussanam conta um pouco da sua saga desde que saiu do Brasil em fevereiro de 2008 para se instalar na Islândia. Quem frequenta o blog há mais tempo conhece a história desta mulher pioneira que trocou seu ensolarado Rio de Janeiro pela cidade de Reykjavík, capital islandesa.
Leia tudo o que já escrevi sobre ela aqui
No final da entrevista, Jussanam, acompanhada pelo violonista islandês Andrési Þóri, canta dois clássicos da bossa-nova: Desafinado e Samba de Uma Nota Só, ambas de Tom Jobim e Newton Mendonça.
No dia 12 de setembro Jussanam lançou uma composição sua em parceria com o pianista sueco Harald Erici em apoio à campanha da ONU “Mulheres da Islândia”.  A música You Can Count On Me Because I´m A Woman (Pode contar comigo, porque sou mulher) é dedicada às mulheres de todos os países pobres do mundo e em regiões massacradas por guerras.
No último 29 de setembro, Jussanam fez um show especial no Festival de Filmes de Reykjavik, que reúne cineastas da vanguarda da Islândia.
Ouça abaixo Jussanam e sua música You Can Count On Me Because I´m A Woman
Acompanhe Jussanam no Facebook

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Lá onde Jussanam canta, e os corações fervilham

Cartaz de Jussanam em teatro da Islândia
Foto: Jaqueline Luque
As lições que o mundo deve aprender com o referendo votado no último sábado, 21 de outubro, na Islândia

Pode reparar. É difícil a gente ler notícias sobre a Islândia.
Não que a vida lá seja uma chatice. É que o islandês tem um modo de expor sua opinião dum jeito que é “mau exemplo” a nações afeitas a endeusar autoridades eleitas.
Em Reykjavik, capital do país, a opinião pública ferve. A cantora brasileira Jussanam vive naquela cidade desde fevereiro de 2008. O blog acompanha sua trajetória desde quando trocou o escaldante Rio de Janeiro pela terra gelada desbravada pelos vikings.
Em Reykjavík funciona o parlamento mais antigo do mundo. Desde o ano 930 – você leu certo!, há 1.082 anos - a população se reúne em assembleias ao ar livre para dizer às autoridades como as coisas devem ser.
Jussanam Dejah - Foto: Adam Topolski
No sábado passado, 21 de outubro, foi votado um referendo para mudar a Constituição, escrita em 1944. As novas regras constitucionais foram escolhidas em consulta por meio de redes sociais da internet.
O texto será refeito por um colegiado de 25 pessoas já escolhidas pelo povo, entre 500 candidatos. Políticos profissionais ficaram fora desta empreitada. O islandês exigiu que os redatores da nova Constituição não tenham vínculos e vícios partidários.

Jornalões de bico calado
Toda esta magnífica movimentação popular se resumiu a um despacho de seis parágrafos da agência Reuters, timidamente reproduzido por jornalões de papel e sites do planeta.
Para os donos do poder político e do monopólio da notícia, não é conveniente que povos de outros países façam um Ctrl+C na altivez islandesa...
Afinal, além de querer nova Constituição, o povo impediu pelo voto a privatização na exploração das riquezas naturais. E exigiu que pessoas sem filiação em partidos possam disputar eleições.
Jussanam fez turnê por 5 países da Escandinávia
Foto: Adam Topolski
Quer exemplo “pior” que este?
O povo da Islândia já tinha dito sonoro “não” ao governo em 2008. Autoridades fizeram a proposta indecente de a dívida financeira do país ser custeada pela população – cada islandês de qualquer idade pagaria 130 euros por mês durante 15 anos, para aliviar o débito gerado pela irresponsabilidade de banqueiros e políticos. Proposta recusada em referendo popular. Que ainda exigiu a estatização de todos os bancos. Alguns executivos foram parar na cadeia.
Foi também na base do “olho no olho” que a população da Islândia se levantou contra o Ministério do Interior, quando o governo quis mandar Jussanam de volta para o Brasil.
Mas isto você já leu aqui no blog – quem ainda não viu acesse

Em novembro Jussanam lança seu segundo CD gravado na Islândia. 
O primeiro foi dedicado à obra de Tom Jobim. Este novo traz composições da própria Jussanam e seus parceiros músicos europeus.
Ouça algumas das faixas aqui
A carreira internacional já está aplainada. 
Jussanam acaba de voltar de uma turnê pela Suécia, Finlândia, Dinamarca e Noruega.
Reykjavik, capital da Islândia, vista do alto da catedral - Foto: Reprodução | Wikipedia

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sábado tem Jussanam ao vivo na internet

Jussanam Dejah vive há 5 anos na Islândia
A querida cantora Jussanam Dejah vai cantar neste sábado, dia 20 de abril, à noite no Café Haiti.
Só que é um pouco longe pra quem mora em Taboão da Serra.
Daqui lá são 9.986 km de distância em 12 horas de avião.
Nem por isto vamos deixar de vê-la e ouvi-la. O show será transmitido on-line.
Jussanam é carioca, e vive desde 2008 em Reykjavík, capital da Islândia.
Brasileira naturalizada islandêsa, a cantora e atriz mantém acesa a chama da MPB no coração da Terra do Gelo (daí o nome Iceland).
Neste sábado Jussanam recebe em seu show o percussionista pernambucano Jam da Silva. O músico desembarca na noite desta 6ª-feira em Reykjavík e fica por lá até 27 de abril.
Jam da Silva mistura em suas composições os sons que vêm da rua. Grava tudo pelos lugares por onde anda, e incorpora essa biblioteca sonora à sua obra.
Jam da Silva - Foto: Max Leavey
Parceiro de Marisa Monte na canção “Destêrro”, Jam também foi percussionista de Paula Toller, na carreira solo da loura.
“Essa é a primeira vez desde que moro aqui, que recebo um músico do Brasil diretinho pro meu show”, vibra Jussanam.

Para assistir ao show de Jussanam Dejah e seu convidado especial Jam da Silva, clique aqui
Sábado, 20 de abril
Das 18h às 20h no horário do Brasil 
(21h às 23h no horário da Islândia.)

terça-feira, 20 de abril de 2010

O vulcão brasileiro na Islândia

Perguntei para a cantora brasileira Jussanam Dejah se a fumaceira do vulcão islandês está atrapalhando suas cordas vocais. A artista vive desde fevereiro de 2008 em Reykjavík, capital da Islândia. Tirado de uma soneca de 200 anos, o vulcão está fazendo o maior fuzuê no tráfego aéreo do mundo todo.

Por e-mail, a cantora tranquilizou seus fãs aqui do nosso boteco imaginário:


Bar & Lanches Taboão: A fumaça expelida pelo vulcão chega até onde você mora?
Jussanam Dejah: A fumaça não atinge Reykjavík. O vulcão fica no Sul da ilha da Islândia, e Reykjavík fica no Sudoeste, um pouco mais acima, e não está sendo afetada. Os ventos levam a fumaça em direção aos países europeus que ficam abaixo do Sul da Islândia, como Noruega, Suécia, Inglaterra, Dinamarca, França...


Bar & Lanches Taboão: Então, está dando pra você cantar normalmente?
Jussanam: Sim, estou cantando. Na 6ª-feira passada, 16 de abril, fiz um show lotado de turistas que não conseguiam embarcar de volta para a Europa. Foi lindo! E no último sábado aqui em Reykjavík tivemos um lindo dia de sol e céu azul.

O vento do destinoNa verdade, as coisas na Islândia começaram a esquentar há dois anos. Jussanam Dejah alterou o clima da Terra do Gelo. E não sou eu quem afirma isto! Vê só o que dizem os jornais de lá:
Heit Samba à köldu kvöldi(Samba quente, numa noite fria)Manchete do jornal Morgunbladid em 26 de fevereiro de 2008.

Em 21 de dezembro último, a jornalista Alexandra Kjeld escreveu:
Pví er fagnað að örlagavindar hafa blásið ferska bossa nova strauma hingað til lands og verður áhugavert að fylgjast með Jussanam í nánustu framtíð.(Bem vindo o vento do destino que soprou o frescor dessa corrente de Bossa Nova para a Islândia. Será interessante monitorar o que Jussanam realizará no futuro próximo) - jornal Morgumbladið 21/12/2009
Manchete de capa do Frettabladid - 5 de março de 2010 – o jornal diário de maior circulação na Islândia.

Assista ao vídeo do lançamento do CD Ela é Carioca. Mergulhe na doçura densa da voz de Jussanam. E viaje nas curvas da dançarina Bjarney, irlandesa que morou um tempo no Brasil, em Salvador, Bahia. http://www.youtube.com/watch?v=pJrAAuXCIYg

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dia de Jobim, noite de Jussanam

Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar...
Amanhã a capital da Islândia vai dormir embalada por canções de Tom Jobim. A cantora e atriz brasileira Jussanam Dejah vai lançar na capital daquele país seu CD com músicas do compositor.
Se você tiver dificuldade em encontrar o local do show de Jussanam, basta dizer a alguém na rua que o teatro fica na região Höfuðborgarsvæði, ao sul de Reykjavik. É moleza!
O lançamento do CD será no teatro Salurinn. É a primeira sala daquele país construída especialmente para concertos musicais. Sua acústica perfeita torna-o o espaço mais disputado por músicos de todas as tendências.
Para estrear seu CD neste importante centro cultural, Jussanam conta com o apoio da prefeitura local. O teatro Salurinn fica em Kópavogur, o segundo maior município da Islândia. A cidade situa-se em uma elevação próxima à capital Reykjavik. O nome Kópavogur significa “baía dos bebês focas”. É predominantemente residencial, mas também com forte atividade comercial e industrial.

Ela é Carioca
Fascinada pela obra de Tom Jobim, Jussanam Dejah vivia “sonhando, sonhando mil horas sem fim” com o momento de lançar seu CD. Ela vai cantar a partir das 20h30 acompanhada por Haukur Gröndal (saxofone), Asgeir Asgeirsson (guitarra), Erik Qvick (bateria) e Thordur Högnasson (contrabaixista que tocou com a aclamada Björk).

Amanhã à noite meu pensamento vai voar para o centro de Reykjavik, e embarcar num ônibus da linha S1 ou S2. Dali a 10 ou 15 minutos vou descer na Rua Hamraborg, número 6, adentrar ao teatro Salurinn, e com a alma lavada erguerei um brinde imaginário a Jussanam Dejah, garantindo a esta fantástica brasileira que tudo seria melhor “se todos fossem no mundo iguais a você”.





Detalhe da fachada do teatro Salurinn, inaugurado em janeiro de 1999

Teatro Salurinn é a melhor casa de espetáculos da Islândia

Tudo o que já publicamos sobre Jussanam
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Botando islandês pra sambar

A semana passada foi só felicidade para Jussanam Dejah, a nossa brasileira na Islândia. A cantora-atriz-escritora brasileira sacudiu a capital Reykjavík com dois excelentes shows.
Na 4ª-feira, 3 de dezembro, Jussanam cantou no Café Cultura. “A casa estava lotada. Senti a vibração das pessoas que se mostraram felizes durante e após o espetáculo”, conta a cantora, ainda mais satisfeita porque seu amigo contrabaixista Tómas Einarsson, que teve um show naquela mesma noite, conseguiu chegar a tempo para as
sisti-la. Foi Tómas quem abriu os caminhos da Europa do Norte para Jussanam.
No sábado, 6 de dezembro, a apresentação foi no Radisson SAS 1919, um centenário hotel 4 estrêlas na capital islandesa. “Ali eu coloquei os islandeses literalmente pra sambar!”, se diverte a artista carioca que está na Islândia desde fevereiro deste ano.
O repertório de sábado foi predominante Tom Jobim, uma das paixões musicais de Jussanam. Com ela no palco, os músicos Ásgeir Asgeirsson e Erik Qvick.
Jussanam Dejah continua os preparativos para sua turnê em 2009 inicialmente na Dinamarca e Suécia, juntamente com Tómas Einarsson e o pianista-compositor sueco Harald Erici.
As noites em Reykjavík não são mais as mesmas depois que Jussanam chegou lá

domingo, 9 de novembro de 2008

Jussanam derrete o norte da Iceland

Já faz três semanas que a cantora-atriz-escritora brasileira Jussanam Dejah se apresentou no extremo norte da Islândia. Eu não tinha ainda publicado nada sobre este seu mais recente show, porque ninguém diz simplesmente: “Eu fui cantar em Olafsfjordur sábado passado”. Foi justamente assim, num e-mail lacônico de quatro linhas, que Jussanam me escreveu na última 3ª-feira, dia 4 de novembro, como quem diz: “Ah!, David, fui ali cantar uns sambas e já estou de volta...” Pedi a ela pra deixar a modéstia de lado, e contar em detalhes sua nova peripécia.
Só de olhar o mapa-mundi, já dá geleira na barriga ao ver onde esta morena guerreira está demonstrando a sua arte. A artista carioca está radicada em Reykjavik, capital islandesa, desde fevereiro deste ano.

A cidade de Olafsfjordur fica a noroeste da Islândia – mais algumas braçadas você estará na Groenlândia, na cara do Pólo Norte. Jussanam nos conta como foi:
“Viajei para Olafsfjordur numa semana de tempestades de neve. Quase não embarco devido ao mau tempo. Mas, no final das contas lá estava eu indo para o Norte da Islândia pela primeira vez - e sozinha!!!. Os músicos que me acompanhariam moram no Norte. Peguei um avião (40 minutos de vôo; de carro seriam 5 horas) de Reykjavik para Aukureyri (considerada a capital do Norte da Islândia). É uma cidade charmosa, banhada por um gélido oceano. Assim que você chega na cidade, se depara com essas águas glaciais e belas. No aeroporto, encontrei o baterista Halli Gulli, que vive em Aukureyri.
De lá partimos de carro para Olafsfjordur. Isso foi mesmo uma aventura, porque eu nunca vi tanta neve na minha vida! A temperatura estava 3 graus abaixo de zero, o que não é novo pra mim, pois já me acostumei ao clima da Islândia. A novidade foi a quantidade de neve, a proximidade das montanhas e a geografia do local. É muito diferente de Reykjavik. Lá, você vê as montanhas ao longe. Já nessa região você está tão próximo das montanhas, as estradas são realmente aos pés das montanhas.
Nesse dia, as estradas estavam totalmente cobertas de neve (viajamos com uma tempestade de neve). Era um espetáculo bonito e um pouco assombroso para essa carioca que achava que já conhecia a Islândia. Não, eu não conhecia: é totalmente diferente viajar pelas ci
dades próximas a Reykjavik e viajar para o Norte da Islândia. É claro que eu estava com medo. Mas o baterista Halli Gulli está tão acostumado a viajar desse jeito, que eu acabei relaxando. Ele dizia: -É só neve! Apenas isso!
Debaixo da nevasca lá fomos nós!
Chegamos sãos e salvos na pequena Olafsfjordur (946 habitantes). O percussionista brasileiro Guito, que tocaria conosco, não teve a mesma sorte. Ele não conseguiu sair da cidade em que mora (também no Norte) para tocar conosco. As estradas que dão acesso para Olafsfjoudur vindo da cidade dele (Siglufjordur) estavam fechadas para viagem. Então, faltou a percussão brasileira no show, e eu não conheci esse músico. Todos os músicos que tocaram comigo, eu conheci no dia em que cheguei lá. O guitarrista brasileiro Thiago Trinsi vive nessa cidade há quatro anos com sua esposa e uma linda filhinha. São uns amores, muito hospitaleiros. Visitando a casa dele comi um delicioso bolo de milho, à moda brasileira (feito pela esposa dele).
O show foi, na verdade, uma apresentação de músicas latinas. Os cantores islandeses Lisa Haugs and Fridrik Omar também tocaram nesta noite. Fridrik Omar é famoso aqui, e representou a Islândia na Eurovision’2008. Ele é muito simpático;
na minha última música, acabou entrando no palco e fazendo a minha percussão. Muito bonito da parte dele.
Fiquei hospedada num apartamento em frente ao Tjarnaborg (local do show), providenciado pela produção do evento.

Cheguei a Olafsfjordur no sábado, e retornei para Reykjavik no domingo. Com tanta neve, num lugar tão pitoresco, a sensação quando voltei para a capital era de que Reykjavik é um paraíso tropical em comparação com o norte da Islândia.”

Jussanam se apresentou com os músicos Thiago Trinsi (guitarra); Maggi Hildar (guitarra); Halli Gulli (bateria) e Gulli Helga (baixo).
Em 2009, Jussanam Dejah fará uma turnê pelo norte europeu, começando pela Dinamarca e Suécia.
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